não me afastou do caminho que pensara encetar, debaixo de um céu que só as muitas estrelas alumiavam, mas tantas elas eram que a escuridão deixara de existir.
Pássaros nocturnos, a fazerem companhia a quem, por gosto e hábito, não é noctívaga, mas que posta perante uma repentina vontade de viajar, o não quis fazer à volta do seu quarto, e antes escolheu ir até ao quintal, sentir no ar, um bocado húmido já, num antecipar muito intempestivo, porque impacientes também, penso à medida que vou sentindo a cara mais fria, das orvalhadas Joaninas, o cheiro das flores das laranjeiras, das gardénias que começam a florir. Espantados, os animais, cá de casa, afeitos às surtidas solitárias, acompanham-me neste delírio fora de horas, mas que teve o seu tempo certo, até que a sensatez aconselhou o recolher…