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Os sentidos proibidos de Ferro Rodrigues

2012carnavalpeniche 241

 

Não existem nomes proíbidos no Partido Socialista (PS), caro Ferro Rodrigues. Por mim, até podem inventar nomes e apelidos, e inscrevê-los no vosso partido. E, sim, é verdade. O PS não é o Partido Comunista (PC) da União Soviética nem é o PC português. Porque esses ao menos são (ou foram) coerentes e íntegros. Mantiveram-se firmes nas suas convicções. Não invocaram princípios para realizar o seu oposto. Não falaram em nome do povo, e não encheram os bolsos de redes de influência e práticas neo-liberais. O PS pode até beatificar José Sócrates e retirá-lo do índice da excomungação, mas Portugal sabe quem lhe causou sérios danos. Os portugueses sabem quem desferiu o golpe de misericórdia que conduziu ao desmoronamento e à emergência de um memorando. Ferro Rodrigues pode não ter perdido o jeitinho da bancada, e o sarcasmo que nos conduz a parte incerta, mas confirma que não respeita a história do país e insulta os seus cidadãos. O regresso de Sócrates à galeria de todos os santos socialistas não nos deve surpreender. Faz parte da lavagem cerebral que nos querem impor. E sim, os partidos comunistas são exímios na doutrinação. Afinal as parecenças com o PC, são mais que as destrinças. Da próxima vez, talvez possam encontrar outro termo de comparação. Algo de índole anarquista ou religiosa. Não sei qual o propósito da reabilitação de Sócrates nos meandros políticos de Portugal, mas coisa boa não será. 

António Costa e o concílio do Rato

Nunca fui de me apoiar no paizinho, de me servir de pergaminhos familiares para avançar as minhas causas. Aliás, a ruptura talvez me caracterize com maior precisão. No entanto, não sou político e porventura não saberei apreciar o valor da tradição, a importância dos anciões, o respeitinho pelos progenitores. Acho triste que o jovem António Costa se tenha de servir dos fundadores do Partido Socialista (PS) para validar as suas aspirações. O que dista entre o acervo socialista original e aquilo em que o mesmo se transformou é assinalável e nem sempre positivo. Mas este processo de aprovação faz parte de uma matriz comportamental mais ampla. Faz parte de um alegado juízo conservador, de um conceito museológico, que atribui grande importância ao legado, ao passado. Embora o incentivo dos fundadores do PS possa servir a agenda interna de Costa e arrumar com o desreferenciado António José Seguro, a verdade é que é apenas algo que se passa no quintal do Rato. Mais valente e imortal seria se Costa angariasse os seus apoios numa colecta independente de filiações partidárias, da disciplina ideológica, dos da casa. A maioria absoluta com que sonha para governar é uma contradição genética. O pantano em que os socialistas se encontram poderia servir para refundar a expressão do partido sem comprometer os seus valores basilares. Os socialistas cometem o mesmo erro de sempre. Procuram renascer das cinzas, mas praticam a consanguinidade partidária; cruzam-se entre si para reproduzir velhas máximas e dar à luz conhecidas fórmulas. O PS teve muitas oportunidades, mas não soube criar um departamento de R&D (research and development) para integrar soluções excêntricas disponíveis em todo o espectro ideológico. O PS poderia centrar a sua acção na cidadania e no magistério civil, mas prefere invocar a sua superioridade moral, a paternidade da democracia portuguesa que viu nascer, e que em grande medida foi traída pela acção de alguns dos seus governos da república.

Karma de idoso emigrante

Algo de muito perverso se está a passar em Portugal. Os emigrantes idosos pobres vão deixar de receber apoios do Estado. Quando há décadas embarcaram para França e Alemanha eram emigrantes pobres. Agora, voltam a encontrar-se numa espécie de Karma de aposentados. Os anos parece que não passaram pelas suas vidas. Trabalharam muito mas foi tudo em vão. Vergaram a mola em unidades fabris perto de Dusseldorf e partilharam aposentos com idênticos proletários num qualquer banlieu francês, mas foi tudo em vão. Caíram numa terra de ninguém – não estão bem em parte alguma. Lá não os sustentam e cá são um fardo para os governantes. A pergunta, que pode ser colocada agora, mas que não foi posta à época; será que os jovens emigrantes de hoje irão passar pelo mesmo engano? Ou será que nunca regressarão à pátria? Esta notícia deve funcionar de alerta para aqueles que se lançam à aventura sem as devidas protecções. Os países de acolhimento, a seu termo, irão começar a sentir o desgaste do peso extra nos seus sistemas de segurança social e, sem misericórdia, implementarão medidas para afastar trabalhadores estrangeiros. É assim que eu vejo as coisas – de um modo cínico, lamentavelmente. Uma nova figura de dependente está a nascer no seio da Europa da protecção social e valores civilizacionais superiores. Os idosos ex-emigrantes caídos em miséria são apenas a ponta de algo negativamente colossal. O passado não apenas mordeu os calcanhares do presente destas pessoas – tomou o seu lugar, o seu espírito, o seu corpo.

O fim do prato do dia

A austeridade já toda a gente sabe o que é (menos o governo). No dia a dia convivemos com “ela” quer queiramos ou não. Aliás, ela faz-se convidada para quase todos os eventos. Nas repartições de finanças, nas farmácias, nos autocarros, no comboio e nos restaurantes. Vem a propósito esta posta porque os vulgares “pratos do dia” correm sério perigo de vida. O aperto económico, sentido a montante e a jusante na cadeia alimentar, não poupou clientes nem restaurantes. Os primeiros deixaram de frequentar restaurantes de bairro e casas de pasto. Os segundos privados de casas cheias e confrontados com a solidão de uma mesa de casal ocupada a meio-gás, começam a “inventar” receitas de embuste a preços falsamente simpáticos. São travessas de enganos servidas a quente, como se fossem vinganças pelos almoços em falta. Os chefes que enfiam o barrete branco, tentam salvar a casa a todo o custo com fórmulas, que embora não sejam de “canal Caveira”, põem em causa a saúde pública. Como cozinheiro doméstico que sou, já tenho currículo que baste para perceber os aproveitamentos de roupa velha. Nem é necessário morder o isco para perceber que “aqui há gato”. Um simples nariz empinado consegue perceber que a mudança de óleo na cozinha não foi feita às 25.000 frituras como manda a lei, que a carne guisada passou dos limites da marinada, que o peixe fresco já havia sido baptizado desse modo na semana passada. O alarme que parece que estou a accionar tem razão de ser. Os cafés e restaurantes que sempre trabalharam as margens de um modo folgado, não têm pudor quando se trata da saúde alimentar dos seus clientes. Os surtos de intoxicações alimentares serão cada vez mais frequentes. No meio deste buffet de irresponsabilidade, o cidadão que vem a bem com o pouco que ainda resta na carteira, não regressará a estas selectas pousadas, se tiver a sorte de sobreviver às náuseas do repasto. Já começei a compor a minha lista negra de estabelecimentos regidos pelo “gato por lebre”, e podem ter a certeza que não regressarei a tal ementa. Este tipo de comportamento desregrado não é culpa da crise. Tem a ver com falta de escrúpulos comerciais, a falta de ética – diética. O prato do dia já não nasce no dia. O prato do dia tornou-se na última ceia de confiança.

Ricos imigrantes precisam-se

 

 

O Diário de Notícias relata neste apontamento de redacção que o governo pretende criar uma agência para atrair imigrantes ricos. “Pedro – o Lomba” (sim,  Tadeu diz “Pedro – o Lomba”, vejam o filme) foi encarregado de anunciar esta nova loja do cidadão abastado. A ideia, que parece ser um Sonho Americano invertido, serve para confirmar que a ideia de “self-made man” não funciona em Portugal. O governo quer a papinha feita. Quer que jactos privados aterrem na Portela com passageiros carregados de massa, dispostos a largar o guito assim sem mais nem menos. Ou que génios, netos de Einstein, venham estagiar em Aveiro a troco de uma bolsa furada ou coisa que o valha. Este proto-projecto esbarra com a ideia de mérito, de sucesso alcançado a partir do nada, da mala de cartão que chega, que vem e não vai – rumo a Paris. Esta solução apenas confirma que duas décadas de presença de brasileiros e ucranianos não foi suficiente para que estes vingassem e fossem bem sucedidos nos seus intentos. O ambiente não lhes foi propício. Vieram com uma mão atrás das costas e foram-se com as duas feitas num oito. Esta magnífica ideia, para além de discriminatória, por apelar às elites intelectuais e financeiras de outros países, constitui um atentado ao pobre coitado (nacional ou não) que não reúne os requisítos propostos. O conceito anda perto de práticas de regimes nacional-socialistas – um processo de selecção de uns em detrimento de outros. São estes os valores que Portugal agora encarna? O país que foi o primeiro a abolir a escravatura. E pensam que os outros são idiotas? Esses prospectivos milionários que querem captar, muito provavelmente foram eles próprios os indigentes nos seus países de origem. Homens e mulheres com um par de sapatos sem sola, nada no estómago e nos bolsos, mas que foram capazes de se construir a partir de muito pouco. Este atalho chico-esperto não passa disso e há outra questão ética e financeira que se apresenta na alfândega, nos serviços de estrangeiros e dinheiros. Serão notas limpas as que trazem na mala? Ou será que ninguém quer saber, desde que seja uma divisa consensual? Ao subscrever este tipo de medida, o governo passa um atestado de incompetência aos esforçados da casa e manda-os dar uma volta. Vai trabalhar malandro, não vês que estamos aqui a atender um cliente como deve ser? Isto é mau demais para ser verdade. Olha lá? Só agora é que me lembrei: eu também sou um imigrante!

Política e batatas quentes

Numa visão de longo prazo – a la Fernand Braudel -, a grande crise económica e social que assola a Europa, a Primavera Árabe que agora se prolonga na Turquia, o défice de Democracia que parece ter atingido o coração dos fiéis dos Estados Unidos (com a implementação de vigilância apertada às comunicações)a austeridade aplicada pelos governos nacionais, a guerra na Síria ou a abstinência de Cavaco Silva, serão meras migalhas na confecção do conceito de civilização, do paradigma existente ou futuro. Os padrões existenciais a que nos habituámos e que deixámos de questionar, terão de ser avaliados de um modo intenso. Os pressupostos que definimos enquanto intocáveis estão justificadamente a ser abalados. Construímos sociedades funcionais, mas que colidem com uma certa ordem natural de proximidade, de alcance do corpo e do espírito. Faz sentido alimentarmo-nos de batatas plantadas a milhares de quilómetros de distância? Faz sentido trabalhar nove horas por dia para pagar a outrém para educar os nossos filhos? Faz sentido perder 3 horas no trânsito para sustentar a deslocação? É isto que está em causa. O modelo existencial que resultou de um processo desenfreado de aquisição, de adição, enquanto a genuína qualidade de vida foi sendo tolhida, sem se dar por isso, mas pagando um preço muito elevado. As estruturas da nossa vida quotidiana estão a ser postas em causa, obrigando os corpos sociais a reorganizar as suas células. Os governos que são a extensão da vontade humana, são responsáveis pela consolidação desse modelo fracturante, mas a representatividade que lhes conferimos não nos iliba da consciência dos factos, da nossa culpa. Em todo o caso, enquanto os governantes insistirem na mesma malha económica e social, nunca seremos testemunhas da efectiva transformação, algo distinto de um devir oportunista anunciado por prospectivos lideres que querem tomar o poder fazendo uso de argumentos que pouco valem passados alguns dias. Lamentavelmente, estamos à mercê de funcionários incapazes de pensar as grandes considerações humanas. A falência a que assistimos deve-se em grande parte a esse divórcio entre a filosofia clássica e o quotidiano. Norbert Elias que dedicou grande parte da sua reflexão àquilo que ele definiu enquanto processos civilizacionais reveladores de atitudes sociais, revelou o calcanhar de Aquiles da condição humana – a sua obsessão pela fenomenologia de massas. No estádio em que nos encontramos, tornou-se obrigatório proceder à análise anatómica das prioridades individuais. O homem tem de ser tratado individualmente. E esse exercício de procura de um sentido existencial deve ser levado a cabo por cada um de nós, independentemente do subsídio de pensamento. Os governantes a que estamos obrigados por decreto, padecem de um grande défice de entendimento, de cultura e de humanidade. Elenquemo-los um a um e veremos que não preenchem os requisítos de inteligência emocional ou social que urgentemente necessitamos. Refiro-me, sem rodeios, a todas as nações subjugadas pela mediocridade. Nessa lista incompleta de incapazes teremos sem dúvida, Cavaco Silva, Passos Coelho, António José Seguro, Francois Hollande, George W. Bush ou Angela Merkel (para mencionar apenas alguns). Serão estes os filósofos dotados para repensar o mundo? Seremos nós próprios inteligentes quanto baste para evitar colidir com a nossa diminuta estatura? No fundo os políticos nunca terão o poder de transformar profundamente as nossas sociedades porque operam na superficie que mal conseguem descascar. E de falência em falência, no jogo de estafeta que faz das pessoas armas de arremesso, entretêm-se a passar a batata quente ao próximo incompetente. Acham que fará alguma diferença o senhor que se segue?

O regresso de Sócrates

Vai valer a pena assistir à nova serie televisiva que em breve a RTP vai estrear – “o regresso de Sócrates”. A estação de televisão oferece um serviço público de qualidade. Demonstra inequivocamente que Portugal é um país de memória curta. Um país que perdoa os prevaricadores de um modo tão leviano que até dói. Uma estância onde os condenados errados são encarcerados e os principais responsáveis pela desgraça recebem prémios de consolação. Ainda nem sequer arrefeceu o corpo entesado de Portugal, ainda nem sequer decorreu o período de nojo, o luto, e convidam um dos principais cabecilhas da associação política que rebentou com o país para usufruir de tempo de antena. Passam a palavra à persona non grata, por forma a que possa opinar, sugerir, achar, discordar ou aprovar. O que se está a passar? Este senhor não deve ser tido nem achado. Fica provado que a direcção de informação da RTP funciona como uma clínica de reabilitação. Uma cura mediática, quiça para reintegrar o ex-delinquente numa nova estrutura de poder. Por outro lado, o parisiense que nada tem a perder, porque já fez todos perder, ainda vai a tempo de arrastar para a lama o colega Seguro. O animal político Sócrates tem mais argúcia e intenção do que o falinhas- mansas-Seguro. O que me faz pensar se terá sido alguém com o perfil do Relvas a convidar o Sócrates a voltar. Volta que estás perdoado. Esta contratação, que não envolve um salário mínimo, não deixa de ser um negócio. É uma permuta de uma coisa feia por uma coisa ruim. A chamada do ex-primeiro-ministro-do-memorando-de-entendimento-com-a troika foi feita de forma matreira. Parece-me uma jogada para arrumar de vez com o António José Seguro. Raramente tivemos a ocasião de realizar a acareação entre os dois socialistas. Mesmo que não se encontrem no mesmo estúdio, estão no mesmo país. Não vou estabelecer a ligação com o outro rosa, de seu nome António Costa, mas a relação existe. Este anúncio do regresso “suspicioso” do comentador Sócrates faz parte de um esquema muito menos ingénuo do que possamos julgar. Não tenham dúvidas do seguinte. Há muito que isto vem sendo preparado. Eles sabem-na toda, e nós colados ao ecran como ovelhas ronhosas, alinhadas para mais um sacrifício pessoal, pascal. Sou lobo.

O tempo dos divórcios

 

Nunca na história da humanidade havíamos assistido a tantos divórcios. Somos testemunhas do divórcio entre a política e o bem comum. O divórcio entre a economia e os mercados financeiros. O divórcio entre a ética e o comportamento humano. O divórcio entre a televisão e o serviço público. O divórcio entre a inteligência e a cultura. O divórcio entre a espiritualidade e a fé. O divórcio entre a sexualidade e o amor. O divórcio entre o desporto e o jogo. O divórcio do sonho e do eu. O divórcio do homem e do homem. Sem desejar ser cínico, talvez possa afirmar, que as famílias convencionais acabaram, que os casais que sustentaram as nossas convicções já não são fíguras de referência. Pouco resta dessa ilusão, o cordão bilical que nos liga na corrente, no movimento pendular que balança como um amuleto ao peito, um raio tombado dos céus para nos iluminar e cessar no mesmo instante.

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A esquizofrenia do mandarinato político

 

       José Malhoa, Os bêbedos, 1907


O regime está em polvorosa. A profusão infinda de proclamações politicamente ribombantes, que falham a compreensão dos difíceis desafios que temos em mão, aumentou assustadoramente nos últimos dias. O PS entregou-se, como não poderia deixar de ser, à logorreia do desastre – a enteléquia dos socialistas é o desviacionismo constante e permanente, que os leva a dizer tudo e o seu contrário num curto espaço de tempo -, já o PSD, ainda que com algumas nuanças, voltou a trazer ao de cima o seu eterno espírito de albergue espanhol. No que tange ao CDS – que é o caso que pessoalmente mais me interessa – a calma e a serenidade predominaram.  Há duas coisas que me parecem evidentes: 1) o CDS, para já, não colocará em causa o sentido de compromisso inerente ao acordo de coligação; 2) o CDS terá de compensar o apelo inevitável à responsabilidade, com a defesa “a outrance” dos seus valores matriciais. A insistência na sanha fiscal e no instinto depredatório que anima algumas pobres almas no Governo irá, certamente, colidir a médio prazo com os compromissos programáticos do CDS. Perante isto o estabelecimento de fronteiras políticas que sejam perceptíveis aos olhos de um eleitorado em total desesperação afigura-se  da maior urgência. O Conselho Nacional, para lá de toda a parafernália mediática que irá rodeá-lo, será uma oportunidade única para o CDS fincar a sua posição no concernente às questões mais candentes da governação.

 

P.S.: Subscrevo, com algumas reservas, a opinião da Maria João Marques (O Insurgente) no que concerne à posição que o CDS deverá adoptar perante a política de extorsão fiscal: na verdade, se o CDS quiser gizar uma alternativa política verdadeiramente liberal, que possa ser maioritária a médio e longo prazo, terá de firmar, desde já, uma posição autónoma perante o desvario passista. A sageza política de Portas fará o resto.

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«Hope and change»

Um momento de televisão que diz muito do estado de espírito dos norte-americanos: desilusão com a situação actual e a consciência de que estão num momento decisivo em que ou recuperam ou se afundam na decadência. E recuperar significará retornar às referências e aos valores que trouxeram os sucessos passados de que hoje se sente a falta. Uma reflexão que também podemos fazer em Portugal. Como foi possível deixar um belíssimo país como nosso, com potencialidades e condições excepcionais e invejadas por outros, que bastaria ser gerido de acordo com os seus interesses para ser um dos melhores da Europa, chegar a este ponto? Quando foi que nos deixámos de preocupar? A quem é que demos ouvidos e não devíamos ter dado?

 

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