A vossa intenção era boa mas, para mim, sempre foi um dado adquirido, desde que Marcelo Rebelo de Sousa o anunciou publicamente, que esse vídeo não seria autorizado. É que, de há muito que a apregoada “tolerância democrática” conhece limites em determinados países da Europa. E a Alemanha, por muito que isso espante alguns, é disso exemplo. Veja-se, a título meramente simbólico, o que se passa no funcionamento do Parlamento Europeu onde uma criatura que dá pelo nome de Martin Schulz, alemão socialista, dirige as sessões de uma forma vergonhosa e facciosa como nunca naquela casa há memória de ter sucedido no passado. É, recorde-se, o mesmo que fez estas espantosas declarações que hoje aqui recupero. E que não venha ninguém com a história de que eu não gosto de alemães. Estudei entre eles desde a meninice e uso muitas das suas admiráveis técnicas de disciplina e de trabalho que tanta utilidade teriam em Portugal, assim as soubessemos aproveitar em nosso benefício. Quanto ao resto, para além de serem um povo trabalhador e empenhado, em sede de tolerância ainda têm muito para aprender. Falta-lhes precisamente aquilo que nos sobra: a capacidade de aceitação das diferenças e o saber conviver com diferentes culturas e povos que fizeram com que Portugal tenha sido grande no passado, como o Ultramar português foi exemplo cabal.