O candidato presidencial Manuel Alegre assegurou hoje que, se Cavaco Silva quiser interromper a sua campanha para fazer diligências internacionais por causa dos juros da dívida portuguesa, “com certeza” que também suspenderá a sua.


“Se o senhor Presidente (da República) quiser fazer diligências juntos de outros chefes de Estado, junto de entidades europeias para explicar que esta situação é injusta para Portugal, que estamos perante uma pressão especulativa que não corresponde à situação económica do país, se quiser fazer essas diligências e inclusivamente interromper a campanha terá a minha compreensão e terá o mau apoio”, declarou Alegre.

 

Basta isto para demonstrar o desespero de Alegre, que este não entende nada dos poderes presidenciais e que está a tentar escamotear as responsabilidades do seu partido. Como bem aponta o Nuno Gouveia:

 

Manuel Alegre apoiará Cavaco Silva caso este deseje suspender a campanha para ajudar a resolver a crise da dívida pública. Ou seja, Alegre tenta utilizar a estratégia McCain ao contrário. Sugere que Cavaco suspenda a campanha para trabalhar no problema (que obviamente este não pode resolver) e assim demonstrar que o país está em primeiro lugar. E depois quem é que está desesperado?

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