Este artigo da The Economist exemplifica algo que, em muitos lugares, é visto como uma inevitabilidade cósmica: a renovação do pensamento político, em ordem a acomodar as pulsões desestabilizadoras geradas por uma desigualdade em crescendo. A apologia de uma nova “Progressive Era”, adaptada à era da globalização, seria uma oportunidade de ouro para aniquilar a esclerose que tomou conta dos poderes públicos, um pouco por todo o lado. Nem todos os remédios prescritos neste artigo merecem a minha concordância, aliás, tenho muitas dúvidas no que concerne à insistência em programas sociais que, ao inverso do que se vem propalando em alguns fóruns, contribuem objectivamente para a manutenção de uma cultura de dependência extremamente perniciosa. Sem embargo, a aposta numa agenda assente no enfrentamento do crony capitalism é uma condição sine qua non para a reforma efectiva da economia e da sociedade. Ademais, um reformismo verdadeiramente credível terá de ter como eixo central, o reconhecimento de que o actual modelo de bem-estar, sustentado num estado obeso, está fadado ao fracasso. O fim da orgia de crédito que inundou o Ocidente nas últimas décadas demandará uma dose assinalável de realismo político, o que, pelos exemplos dados pelos líderes políticos actualmente no poder, está bem longe de estar assegurado. O diagnóstico deste artigo é certeiro: ou há uma mudança de paradigma – célere, profunda e radical – ou o preço da inacção e inépcia políticas será a ruína generalizada da cidadania e, por fim, da democracia.
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Dito de outro modo, uma gaja que se relacione com um macho de elevado QI, para além de poder instruir-se, tem mais possibilidades de emprenhar e de vir a parir um génio. Não é ouro sobre azul?
Tudo isto porque a inteligência tem uma grande componente hereditária, está associada a um bom “estado geral de saúde” e, por fim, porque os tipos mais inteligentes são mais sexys. Está tudo neste estudo da Rosalind Arden, a que o Economist se refere.
Por isso, seus grunhos, se têm dificuldade em compreender o mundo que vos rodeia e a Micas só fala em consultas de planeamento familiar, desistam e arranjem um explicador para a rapariga.
Ver o artigo do The Economist.
