Recordando um artigo por mim publicado em 11 de Maio de 2010 no Corta-Fitas:
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Já que querem gastar dinheiro, ao menos façam as coisas bem feitas. São só mais uns quilometrozinhos, Engºs Mendonça e Sócrates até ao Pinhal Novo. Custa tanto a perceber o que se ganha com isso, poupando dinheiro e tempo às pessoas? Tudo isto para daqui a alguns meses nos virem dar razão como sucedeu com a OTA…
A estação do Pinhal Novo está a menos de meia hora de carro ou de comboio do centro de Lisboa. Para passageiros com destino à parte ocidental de Lisboa, à costa Sul ou ao Algarve, esta solução será muito mais vantajosa. Basta trazer o TGV do Poceirão ao Pinhal Novo para se poupar 2 mil milhões de Euros da ligação a Lisboa. São mais 14 quilómetros de linha de TGV que, no máximo, custarão apenas 40 a 45 milhões de euros. As duas localidades já estão ligadas por uma linha férrea tradicional, quase em linha recta, de tal maneira que do Pinhal Novo se podem ver os silos do Poceirão. Também aqui há largura de canal para construir as duas linhas linhas do TGV sem grandes expropriações.
A obra é quarenta e cinco vezes mais barata do que a Ponte sobre o Tejo. Assim, um passageiro que venha de Madrid demorará 2h45 minutos a chegar a Lisboa, se o comboio for directo, e apenas 2h33 a chegar ao Pinhal Novo. Menos 12 minutos. Para chegar à estação de Entrecampos, no centro de Lisboa, um passageiro que desembarque no Oriente demorará 22 minutos, 10 minutos do percurso Oriente / Entrecampos mais os 12 minutos que já vimos gastar a mais entre o Pinhal Novo e o Oriente. Ora a ligação directa da Fertagus entre o Pinhal Novo e Entrecampos faz-se em 30 minutos. São só oito minutos de diferença, mas custam 2 mil milhões de euros. Se o Pinhal Novo for utilizado como terminal do TGV ganha toda a zona Sul do País e em particular ganha o turismo do Algarve, que não tem ligações directas a Madrid.
Num projecto tão cheio de “especialistas”, é assim tão difícil de entender? Arre…”