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ISCSP organiza 5.ª edição da Conferência sobre Terrorismo Contemporâneo

É já amanhã que o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas – ISCSP/ULisboa assinala os 100 anos das Relações Internacionais com uma conferência dedicada à temática do Terrorismo Contemporâneo, onde terei a honra de integrar um painel sobre “A Securitização do Estado e a Democracia”. Aqui fica o cartaz completo:

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O fim da inocência lusitana

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Começo este post com um disclaimer – não existe tal coisa de excepcionalismo. Nem do tipo americano nem do tipo português. Não existem povos eleitos ou nações predestinadas. Temos sim, paragens de autocarro e consultas de dentistas, filas de supermercado e jogos da bola. O resto, aquilo de que os governos se servem, é apenas um conjunto de chavões de alegada grandeza e imunidade. E por essa razão não devemos ficar espantados com os números – mais de mil queixas por mês apresentadas na Esquadra de Turismo. O Diário de Notícias também faz parte do equívoco ao repetir ao longo da peça, parafraseando incautos, que custa acreditar que tamanhos furtos possam acontecer numa cidade como Lisboa. O saudosismo conveniente dos brandos costumes trará prejuízos de maior vulto se não for rapidamente recambiado. Passei hoje mesmo em Belém e lá vi os cubos de betão para dissuadir outro género de furtos. Mas regressemos ao flagelo dos carteiristas de mão invisível e o crescimento quase exponencial de ocorrências. Meus senhores (entenda-se todos os géneros), estamos na presença de mais um caso de negligência crónica, à laia da floresta perdida e fogos indomáveis. O número de queixas apresentado reflecte bem o défice conceptual no que concerne aos aspectos securitários decorrentes do crescendo de fenómeno turístico. Portugal é essencialmente um destino turístico há mais de quatro décadas pelo que houve tempo mais que suficiente para que os governos pudessem responder às exigências, às demandas repetidas vezes sem conta pelas forças policiais. Sucessivos governos têm tratado a dimensão de segurança interna como matéria de segundo plano. Os orçamentos de Estado têm sido anémicos na dotação de meios adequados às polícias que definem o quadro securitário interno de Portugal. Os desafios, que agora se agudizam com a pendente ameaça terrorista, devem ser aproveitados para reinvindicar mais meios e mais músculo operacional para as forças de segurança. Quando acontecer algo dramaticamente trágico, estarei ao lado das polícias que muito provavelmente serão requisitadas para o papel de bode expiatório, derradeiros responsáveis pela inevitabilidade. Nada mais falso.

 

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Da violência política

Niall Ferguson, “There’s more than one side to the story”:

I do not remember Biden, much less his boss, tweeting “There is only one side” after any Islamist atrocity. On the contrary, president Obama often used his considerable eloquence to make just the opposite point. In his speech following the 2012 Benghazi attacks, he even went so far as to say: “The future must not belong to those who slander the prophet of Islam,” as if there were some moral equivalence between jihadists and those with the courage to speak critically about the relationship between Islam and violence.

Last week one of the chief executives who repudiated Trump, Apple’s Tim Cook, announced a $1 million donation to the Southern Poverty Law Center. Yet that organization earlier this year branded Ayaan Hirsi Ali (full disclosure: my wife) and our friend Maajid Nawaz “anti-Muslim extremist.” That word “extremist” should be applied only to those who preach or practice political violence, and to all who do: rightists, leftists, and Islamists.

Trump blew it last week, no question. But as the worm turns against him, let us watch very carefully whom it turns to — or what it turns turn into. If Silicon Valley translates “There is only one side” into “Censor anything that the left brands ‘hate speech,’” then the worm will become a snake.

 

(também publicado aqui.)

Tansos e Tancos

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Há qualquer coisa que me está a escapar. Não seria expectável, que à luz do furto de material de guerra em Tancos, o governo da república portuguesa determinasse o fecho de fronteiras, a suspensão de Schengen? Não entendo esta atitude de deixa andar, deixa ver. Não ouvi falar de uma operação de caça aos infractores. Não ouvi falar do controlo de pontos nevrálgicos na fronteira. Daqui por alguns meses teremos um relatório sobre a qualidade das vedações e a mediocridade do sistema de videovigilância. Tal como fizeram em relação aos incêndios, dirão que foi uma figura abstracta a determinar os desfechos – um trovão ou o raio que o parta. As autoridades responsáveis afirmam que o material subtraído já se deve encontrar fora do território. Eu entendo a lógica por detrás deste esquema – casa roubada, portas escancaradas. Deste modo, a haver um evento terrorista, a probabilidade de ser no estrangeiro é maior. Já sabemos que a União Europeia deixa muito a desejar, mas aqui temos mais uma prova de que a Política Externa e de Segurança Comum é de facto um mito. Devemos agradecer aos espanhóis pelo fornecimento da lista aproximada dos engenhos furtados. Na escala de valores de desgraça e consequências, não sei quem ocupa o lugar cimeiro do pódio, mas a violação da soberania militar de um Estado é, no meu entender, ainda mais grave do que o falhanço de um SIRESP. Aguardemos então pelo próximo episódio sórdido. E esperemos que não custe ainda mais vidas humanas. Os que levaram as granadas não andam a brincar aos polícias e ladrões. São dos maus. E este governo é tão bonzinho que nem sequer sabe admoestar os titulares de pastas e cargos públicos com responsabilidade directa nas matérias em causa. Quanto a Marcelo, este já faz parte do problema da nação e cada vez menos da solução.

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Porque ninguém faz nada contra o terrorismo

 

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A verdade nua e crua é esta ; não interessa fazer nada contra o terrorismo. E não interessa porque os políticos vivem de votos  e tomar uma posição contra o terrorismo, poderia ser considerado , fascista, nacionalista , xenófobo, ou ainda mais perigoso, anti refugiados e isso faria perder votos. 

Na verdade o não fazer nada é igual ao nada fazer. Não gera responsabilidades e podem sempre assobiar para o lado. 

Vai-se ainda mais longe, como é o caso da autarquia de Lisboa, onde o dinheiro do contribuinte é usado para fazer uma mesquita no centro da cidade. 

O problema não pode ser branqueado , os autores destes crimes são todos islamitas. Podem ter nascido em Paris ou Bradford mas não são europeus, nem entendem o que significa viver num estado de direito. 

Por mim julgo que chegou a hora de começar a identificar e expulsar deste espaço de liberdade que é a Europa, quem o não entende como tal.

 

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Manchester e a nova modalidade de Pedo-Terrorismo

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Não vale a pena enunciar todos os pressupostos e axiomas que configuram a equação terrorista. O ataque ocorrido em Manchester faz parte do mesmo guião de danos que já assolou cidades como Berlim ou Paris. No rescaldo do evento dramático que atingiu aquela cidade britânica, todas as antenas mediáticas do mundo tentavam relevar os aspectos logísticos que conduziram ao desfecho trágico. Retenho umas passagens bizarras apresentadas na Sky News. Perguntava-se a um especialista em segurança porque não tinha havido um controlo à saída do recinto. Este tipo de raciocínio assemelha-se em muitos aspectos àquele aplicado às consequências do Brexit – depois de casa roubada, trancas à porta. Entramos, deste modo, numa nova fase preocupante respeitante à segurança dos cidadãos europeus. O adversário, Estado Islâmico, ou congéneres de inspiração análoga, parecem ter elevado a fasquia do impacto. Foram crianças, meninas e meninos, em idade pré-doutrinal, as vítimas da operação hardcore. Ouso inaugurar um conceito que ainda não escutei nos meandros geopolíticos ou académicos: pedo-terrorismo. Ou seja, acções terroristas levadas a cabo com a vil intenção de anular a descendência do adversário. Esta nova dimensão vai implicar uma abordagem securitária com uma natureza muito mais premente. As crianças brincam, mas estes inimigos não andam a brincar.

Verbrecher element

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 Dizem estar sob custódia e a propósito do crime de anteontem, um reconhecido jihadista que todos temos  a pavorosa impressão de  ter visionado em numerosos vídeos do E.I., protagonizando cenas indescritíveis que a escabrosa e ilegal censura oficial prefere não divulgar. Ao contrário da cada vez mais insuportável praxis do politicamente correcto, deveremos todos ver as imagens com atenção, ficando assim cientes da solução final que nos estará destinada no caso da sua vitória na Europa. As suas faces estão por todo o lado, são perfeitamente reconhecíveis e os até agora considerados competentes serviços de informação sabem bem quem são.

O que se exige? Uma punição absoluta, eliminando-os do nosso convívio. Ousam regressar porque nos consideram timoratos, relaxados e alvos fáceis. Disso se gabam abertamente. Ora deseganemo-los de uma vez por todas e tornemos a posição bem clara: não há entre nós, na Europa, um único lugar para eles.   

Dado o que até aos nossos dias de forma ultrajante tem ocorrido com o evidente simulacro de justiça vigente na há muito chantageada Alemanha, não é justificável a manutenção das actuais leis da protecção da nacionalidade e de tudo o que o estatuto de nacional do país X ou Y significa.  Ainda há escassos dias uma irresponsável do governo sueco ousou sugerir o “início de preparativos para a reintegração social de todos aqueles que alegremente partiram para o Próximo Oriente”. Impossível, é uma posição grotesca a roçar o crime.

São estes verbrecher element plenamente reconhecíveis não apenas através das imagens em que sorridentes surgiam ao lado das suas desgraçadas vítimas cortadas em pedaços ou abertamente escravizadas, como também – e isto é equivalente – pela opção consciente e livremente tomada. São um colectivo, logo colectivamente devem ser responsabilizados. Todos, sem hipótese de qualquer excepção.

Nenhum deles desconhecia o que estava a acontecer nos territórios dominados pelo Estado Islâmico. Todos, todos eles tomaram prévio conhecimento dos atentados aos direitos humanos, dos assassínios genocidas, do espezinhar dos elementares direitos das vítimas chacinadas. Eram voluntários, ansiosamente queriam participar nos crimes e partiram. Todos eles sabiam da existência de inacreditáveis torturas prévias à infalível execução com requintes de malvadez. Todos eles usaram e abusaram do poder que transitoriamente tiveram. Todos eles participaram ou gostosamente assistiram às queimadas humanas em levas da morte, às execuções sumárias, ao despenhamentos do alto de edifícios, afogamentos, degolas em praças ou matadouros, ou ao mais prosaico e secundário destruir de património. Regozijaram-se com a existência de mercados de escravos.

Ainda na Europa e diante dos ecrãs dos seus computadores, riram abertamente perante todas as atrocidades cometidas em nome não se sabe bem do quê e de que sacra-inexistência. Uma leitura na diagonal das mensagens trocadas a cada ocorrência trágica, confirmam o acima descrito. Não têm nem poderão alguma vez ter a menor hipótese de escapar impunemente.

Em suma, devem pagar pelos seus crimes e de uma forma radical, pesadamente.

Sob pena de enfrentarem a curto prazo aquilo que todos pensam como séria probabilidade, os governos ocidentais não podem dar-se ao luxo de exigir aos seus concidadãos ultrajados, mais o vergonhoso e aviltante sacrifício de não só os ter dentro de portas, como ainda serem obrigados a sustentar o seu parasitismo em prisões confortáveis e onde espalharão ainda mais os venenosos ensinamentos que lhes foram prodigalizados através de teclados e excitadas oras. Não!

A democracia significa o pleno acatar do Estado de Direito – em suma, aquilo que somos e queremos – por eles rejeitado. 

Não vertamos uma única lágrima pelos facínoras e voluntários companheiros de caminho, estejam eles aqui a opinar de forma mais ou menos ostensiva, ou lá, no Próximo Oriente. Devem permanecer onde estão, para onde para sempre partiram. Para sempre, em termos temporais signifique isto o que significar.  

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 A propósito do turra que há uns dias resolveu atropelar pessoas numa movimentada rua de Estocolmo, o noticiário de ontem dizia textualmente que …”reconheceu ser o autor do atentado* e aceitou a prisão preventiva”.

Aceitou? Que alívio, ficamos todos tranquilizados quanto à decente solidez da justiça sueca

*Atentado, não ousaram dizer crime. 

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O terrorismo doméstico de Barcelos

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Começo pelo caso de violência doméstica que envolveu Donald Trump. Foram parentes próximos do seu Partido Republicano que lhe deram umas valentes castanhadas. Não foram estranhos. Foram “militantes” que, em nome de outras crenças, abandonaram o “camarada” naquela hora díficil de revogação do Obamacare. Não seria interessante, em nome de Abril, da democracia e das balelas de liberdade de expressão que por aqui grassam, que uns quantos socialistas virassem o prego às intenções da Geringonça? Não seria democrático e vibrante? No entanto, temos exemplos bicudos de dissonância partidária neste país. Penso em Campelo, penso no queijo Limiano e penso no triste desfecho dessa ocorrência – nos saneamentos e exclusões. Enfim, fico-me por aqui. Acho que conseguem pintar o resto do quadro. Não preciso de acrescentar grande coisa ao estado da arte partidária em Portugal. O Bloco de Esquerda e o Partido Comunista Português têm superado as minhas expectativas – são frouxos, fracos. Deixaram-se levar e fingem a discordância para primeira página de matutino – mais nada. Mas adiante, passemos ao berbicacho seguinte. A violência doméstica em barda, que Portugal oferece aos jornais da TVI e CMTV, prova o seguinte; quem não tem cão, caça com gato. Os americanos, que são os campeões da venda retalhista de pistolas Colt e espingardas Winchester, não são tidos nem achados nestas histórias. Em Barcelos e Ovar bastou a faca. Nem foi preciso o alguidar. Em Barcelos foi uma coisa de brio, Briote, de seu nome. Em Ovar, foi algo esmerado, foi em Esmoriz. Pelos vistos não são necessários refugiados sírios nem fundamentalistas islâmicos para dar conta do recado – decapitar, degolar. As celúlas de violência doméstica abundam em Portugal ao ponto de se poder designar o flagelo de terrorismo doméstico. Os políticos de brandos costumes e as assistentes sociais que apregoam a reintegração social dos infractores com cadastro firmado são sempre os derradeiros responsáveis – não têm culpa das bofetadas. De nada servem as desculpas dos problemas de bebida, e da miséria económica e social dos agressores, para justificar a clemência e o encosto judicial incipiente. Assistimos a uma guerra civil com contornos preocupantes. Tinham sido os socialistas, quando estavam na oposição, que apontavam o dedo ao PAF como responsável pelo descalabro moral do país. Pois bem, agora que é tudo um mar de rosas de recuperação económica, melhoria nos níveis de desemprego, défices que já dobraram a fasquia dos 2,1%, nada disto deveria acontecer –  a paz deveria ser plena e inequívoca. Contudo, o guião de instabilidade emocional continua a prevalecer. O português suave continua a ser aquela história da carochinha. O assassino, que era pacato e boa pessoa lá no café da aldeia, vai à praia dar umas passas inofensivas e depois enterra a beata no areal.

Império Romano (Germânico)

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 O Manuel Freire dizia que …não há machado que corte, a raíz ao pensamento”

Pois não, não há e passando isto aos alemães, nossos amigos, aliados e sponsors, cujo país se tornou por vontade própria num merecido mega-saco de boxe, as notícias são veiculadas de uma forma muito imaginativa e quiçá, divertida. Os alemães, nossos amigos, aliados e sponsors pensam, logo existem. 

Por exemplo, ontem aconteceu “aquilo” em Dusseldórfia e como foi então identificado o meliante? Para além do tradicional problema mental que o coloca mais ou menos (felizmente muitíssimo menos!, ufa…) ao nível de Béria, Himmler, Iezhov e outros malandretes da história, disse-se que provinha de um território “da antiga Jugoslávia”, entidade agora tão geográfica como América, Ásia, África, Oceânia ou Europa e que terá há muito desaparecido dos mapas políticos. 

Claro…mas, caros aliados e sponsors alemães, assim não dá, não pode ser e como facilmente detectámos a insinuação logo à primeira, parece-nos que têm de ter ainda mais imaginação! Em suma, sejam mais ousados e inventivos.

Nós, portugueses estamos treinadíssimos para este tipo de coisas e no tempo dos nossos pais e avós ou bisavós – ena, ena, já lá vão algumas gerações -, quando nas revistas do Parque Mayer alguém cantarolava qualquer coisa a respeito de Santo António, toda a gente percebia a quem se referia. Era o que se chamava “ler as entrelinhas” e desta forma os portugueses tornaram-se peritos no decifrar de enigmas, as tais indirectas por vezes demasiadamente óbvias. Burricos eram então os distraídos do lápis azul, artefacto que não pode nem deve ser confundido com lápis lazúli. Se não vos agrada este conselho dos vossos amigos aliados e sponsorizados portugueses, sempre podem pedir auxílio indicativo aos russos, ainda mais peritos em contornar esse tipo de dificuldades. Sob 30 graus negativos e na bicha para a garrafinha de leite, sempre arranjavam uma piada muito indirecta que logo pela manhã era contada no metropolitano moscovita, um monumento de engenho e arte.  

Para a próxima, os nossos amigos, aliados e sponsors alemães talvez consigam ainda ser ainda mais politicamente correctos e fazerem um comunicado com este teor:

– “um atacante proveniente de um antigo território do Império Romano, fez isto e mais aquilo. Era um louco comprovado” 

Sempre fica mais abrangente e todos compreenderão. 

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