Com tamanho sucesso nas Eleições Europeias que levam Francisco Louçã a assumir-se como um possível candidato à vitória das “deputais”, torna-se imperativo que comecemos a tentar descobrir as bases deste partido político mais heterogéneo que um cartaz da Benetton.

Afirmando-se sempre como um partido de esquerda democrática, o Aglomerado de Esquerda é composto por toda uma massa revolucionária de Mau a Trotsky, ou de Castristas (Castrati, em italiano) a Estalinistas. O que têm então em comum toda esta gente de sectores políticos tão conflituosos em comum? Porquê o nome Bloco quando há claramente divisão ideológica? Porquê a utilização da palavra democracia quando são partidários de uma ideologia totalitária?

No meio de muitas dúvidas acabo por me identificar com a ideia lançada por Paulo Pinto Mascarenhas no dia 12 do passado mês:

 "Defendemos a nacionalização dos sectores estratégicos", diz Francisco Louçã ao i. Esta é a verdadeira alternativa ao que alguns respeitáveis comentadores chamam de "neoliberalismo". O que deve preocupar é que um partido como o Bloco de Esquerda consegue ser hoje o terceiro partido português no Parlamento Europeu. O linguajar marxista de Louçã – ao contrário da conversa delicodoce social-democrata de Miguel Portas – mostra o que seria o BE no poder: o regresso às nacionalizações, à miséria e ao empobrecimento crescente do país. Pena que muitos dos "jovens" que votam no BE não se lembrem do que foi o PREC. Com o BE a governar seria o regresso do PREC a Portugal em pleno séc.XXI.

A falta de clareza num partido relativamente recente aos olhos de um povo desapontado com um sistema muito longe das promessas de Abril, abre alas ao aparecimento e insurreição de movimentos perigosos, escondidos atrás de bandeiras que escondem as verdadeiras doutrinas;

Estatutos do Bloco de Esquerda, Artigo 1º – Definição e objectivos, ponto 3:

O Bloco de Esquerda defende e promove uma cultura cívica de participação e de acção política democrática como garantia de transformação social, e a perspectiva do socialismo como expressão da luta emancipatória da Humanidade contra a exploração e opressão.

 

 

P.S.  B.E: Finalmente de volta à blogosfera, exames terminados!

Quero desejar as boas vindas aos novos Conselheiros Pedro e Manuel e agradecer o reforço do nosso plantel (melhor preparado que o do Benfica sem dúvida). E claro, um abraço aos Conselheiros de sempre!