Não estou devidamente informado sobre a greve dos enfermeiros, pelo que não vou opinar sobre a legitimidade das posições da Ordem dos Enfermeiros e do Governo. Quero apenas deixar registado que tenho lido por aí um argumento interessantíssimo. Dizem os seus proponentes que a bastonária da Ordem dos Enfermeiros só se tem mostrado tão aguerrida por ser militante do PSD e o Governo actual ser do PS e acusam-na ainda de não ter afinado pelo mesmo diapasão aquando da anterior governação PSD-CDS. Ora, este argumento, invertidas as posições político-partidárias, serve para todos os sindicatos afectos à esquerda, que passam as governações de direita a rasgar as vestes e a fomentar a crispação social generalizada, mas que até parecem agentes civilizados quando é o PS a liderar o Governo e a implementar políticas tão ou mais gravosas que as do PSD e CDS. E isto sem falar no mais recente período governativo, o da geringonça, em que até há bem pouco tempo se remeteram ao silêncio. Tal como escrevi ontem, ao menos esforcem-se para apresentar argumentos minimamente válidos. Já dizia Sir Humphrey Applebby que “where one stands depends upon where one sits”, mas parem lá de tentar mandar areia para os nossos olhos, não vão os mais distraídos ficar a pensar que a coerência e a honestidade intelectual são virtudes dos sindicatos e da política em Portugal.
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A galinha de ovos de ouro do PIB, de sucessivos governos e campeões ideológicos, está a cantar de viva-voz. A geringonça está a ter algumas dificuldades para resolver este bico de obra. A comissão de trabalhadores da Autoeuropa não pertence ao Arménio Carlos ou ao Carlos Silva. Não a conseguem meter no bolso assim sem mais nem menos. A fábrica de automóveis da marca alemã já foi publicitada como a jóia da coroa, a tal contribuinte de 2% da riqueza gerada em Portugal durante um ano. Os trabalhadores, difíceis de enquadrar nas hostes de uma CGTP, sabem que podem alavancar soluções a bem ou a mal. Para além da paragem efectiva de produção daquela unidade fabril, seria um perfeito desastre se outras empresas lhe seguissem as pégadas de greve e protesto. Os efeitos multiplicadores negativos são muito mais intensos do que os positivos da actividade produtiva dita normal. Ou seja, o élan gerado pela paragem económica não é compensado pela continuidade produtiva. O que está a acontecer, e seja qual for o desfecho “laboral-patronal”, o mote fica dado, e a imaculada padroeira do emprego da geringonça leva um valente rombo. Faltará muito pouco para que alguma histérica do BE ou algum marxista do PCP, aliciados pelo PS, afirmem que se trata de uma conspiração de Angela Merkel. Uma forma de submeter os devaneios de um governo de Esquerda, que na outra face do mesmo jornal celebra a mais baixa taxa de desemprego desde os Lusíadas de Camões. O Titanic da economia portuguesa (que nem sequer é português), mas sim pertença daqueles chauvinistas alemães, encalhou no rochedo da consternação do governo. O ministro da economia, no entanto, declara que espera que haja acordo entre as partes. Entre as partes? Sim, por isso se chama acordo e não solução unilateral. Resta saber qual o género da Autoeuropa. Se é daquelas oferecidas que se deixa comprar ou se é daqueles que pega de empurrão.
Os políticos europeus andam equívocados há algum tempo. Desde que meteram na cabeça a ideia de Austeridade, não existe nada que os possa demover das suas convicções. Não é que os Estados Unidos da América (EUA) sejam desprovidos de falhas graves, mas neste capítulo dão cartas. Trabalham mais do que os europeus. Trabalham mais horas do que os italianos e os portugueses, mas assemelham-se aos suiços e alemães. E isso tem uma explicação clara. A carga fiscal muito menos acentuada, do que aquela montada em tantos países europeus, funciona como um incentivo ao trabalho. A ausência de reformas e pensões substanciais nos EUA também obriga a esforço adicional – penso na carga de trabalhos em que Portugal está metido com as centenas de milhares de funcionários públicos a que tem de dar de mamar. Os sindicatos europeus inventados para proteger os trabalhadores também contribuíram para um certo estado de alma perdulário. Sinto muitas vezes em Portugal, nos vários domínios profissionais em que me movimento, que existe uma certa falta de entusiasmo – um “estou a trabalhar para aquecer”. E é isso que este Orçamento (e os restantes) ajuda a eternizar. Ao desgastarem os contribuintes corroiem a natureza intrínseca do empreendedorismo, da livre iniciativa, mancham a alma voluntariosa do indivíduo que acredita que pode mudar o mundo. E é curioso que o Web Summit esteja prestes a começar em Portugal. Aqueles visionários atracam em Lisboa porque a recepção será maravilhosa e as condições ideais, mas atentemos ao seguinte. Os criadores que aí vêm foram gerados em países com um software mental e fiscal adequado. Não sei se o impacto da cimeira será notável. Para os que vêm é apenas uma escala de um processo de desenvolvimento maior. Investir em Portugal? Perguntem ao Centeno e ao Costa.
O maior dilema que o governo de António Costa enfrenta: que nome dar a um novo resgate? O ministro das finanças não conseguiu fazer cara de poker na entrevista do CNBC. Sabemos agora e sem dúvida qual a sua missão – evitar um segundo resgate. Não era nada disso que tinha combinado com os seus camaradas de governo. Escaparam-se-lhe as palavras. Contudo, existem outras questões a levar em conta. Na mesma conversa dispersa-se pelos caminhos da recuperação económica, mas essa pasta já não é a sua. Existem limites para o que um contabilista pode fazer. Pese embora a sua boa vontade, acaba por sublinhar a questão fulcral. Qual a estratégia económica que Portugal deve adoptar numa visão de longo prazo? Agora que a sazonalidade turística se faz sentir e os portugueses regressam da amnésia de umas férias a crédito, convém encarar os desafios com o rigor e a objectividade que se exige. O Banco Central Europeu já disse que não vai ser a bengala eterna do andar manco de alguns países. A injecção de 5 mil milhões na Caixa Geral de Depósitos é apenas um bónus que permanece na banca – não chega à economia real. O debate orçamental para 2017 irá, invariavelmente, ser contaminado pela premissa do estado de graça governativo. Como continuar a agradar os funcionários públicos? Como repor salários que os sindicatos exigem? Como regressar ao status quo que está na origem do descalabro? Porque, sem dúvida alguma, o governo tem mantido a bitola demagógica de satisfação da opinião pública a qualquer preço. No entanto, por mais que António Costa apregoe a estabilidade e coerência do seu governo, lá fora, à luz dessa condição, exigem medidas de consolidação verdadeiramente substantivas.
O Metro de Lisboa está mais uma vez parado, e esse facto produz danos colaterais assinaláveis. Daqui a nada, e apenas por ter proferido esta primeira frase, muitos dirão que o direito à luta não pode ser posto em causa, que o Metro não é menos que a CP ou a Carris, e que embora o Arménio Carlos não se tenha atirado para a linha nas Laranjeiras, os trabalhadores do Metro também são gente. Enfim, os argumentos serão muitos e variados, uns mais justificados que outros, uns mais laborais que os demais. Mas independentemente dessas formulações, a verdade é que o trânsito fica logo caótico ainda a luz do dia não raiou, ralhou. Aliás, nem preciso de escutar o noticiário radiofónico, basta fazer-me à estrada – os eixos rodoviários ou a segunda circular estão apinhados de carros e mais carros a passo de caracol. Nessa medida, e atendendo à constante da vida urbana que parece ser a paragem tão frequente do Metropolitano de Lisboa, proponho uma reformulação semântica e empresarial. Sugiro, em plena época de trasladações (sim, a trasladação também é uma forma de transporte – um fim de linha se quiserem), que a empresa de transportes seja rebaptizada de Milímetro de Lisboa, ou, naqueles dias em que avança um pouco mais, Centímetro de Lisboa. Pode parecer uma mera brincadeira a minha exposição jocosa e engraçadinha, mas não tem piada alguma. Gostaria de saber, de um modo quantificado, e em linguagem económica, que efeitos negativos são sentidos em Lisboa e arredores pelo arresto de um importante sistema de transportes? Qual o impacto negativo na economia? Quanto custa ao PIB diário a chegada tardia de trabalhadores aos seus empregos? Talvez haja por aí um analista sindical que possa sair da escuridão do túnel para nos esclarecer cabalmente. Não sei se será caso para dizer que certas greves são piores emendas que sonetos. Não sei mesmo. Terei de perguntar ao Bocage que não sei se está disponível no Panteão Nacional.
A Helena Sacadura Cabral recorda aqui um pormenor importantíssimo, que, pelos vistos, foi totalmente riscado do mapa por alguns dos protagonistas séniores da governação. De facto, eu, à semelhança da Helena, julgava que um ministro tem como função precípua definir políticas e acções na área de que foi investido das maiores e mais pesadas responsabilidades. Enganei-me. Nuno Crato, a título meramente exemplificativo, tem-se esforçado de todas as formas e feitios por demonstrar cabalmente aos portugueses que esta conceptualização do papel do ministro é um tremendo desatino. Crato, devido, talvez, à sua formação maoísta, entende o magistério governativo como uma negociação permanente sobre regalias e privilégios, em que o ministro faz a figura de urso, e os sindicatos colhem o aplauso dos prebostes corporativos. A coisa tem, em rigor, a sua lógica. No fundo, o que está em causa é apenas e tão-só o medo de governar, o receio incomensurável de arrostar os que mais podem. Num governante, como todos sabem, o medo é o início da derrocada, e Crato já teria, há muito, retornado às bancas da Universidade, se o primeiro-ministro fosse um político experimentado e prudente. O problema é que, nos dias que correm, Portugal é liderado por gente com medo, por políticos desaustinados e receosos, e, last but not the least por um partido cujo único sobressalto cívico foi o facto de um secretário de Estado ter sido apodado de alemão pelos periódicos gregos. É bom de ver que assim não iremos a lado algum. Porém, e como não há impossíveis, vamos esperar que o bom senso regresse ao cérebro dos estrategas passistas. Nunca é tarde para debelar o medo, Roosevelt que o diga.
Quais os negócios decorrentes ou subjacentes à greve? Sim, esta questão deve obrigatoriamente ser colocada, mesmo que eles não gostem. Esta pergunta deve ser feita à margem de considerações ideológicas, em nome dos factos em si, desprovidos de carga partidária e sindical. A factura que geralmente é apresentada diz respeito à quebra de produtividade, o percentil do produto interno bruto afectado pela abstinência laboral. E o exercício oposto? A conta de somar que oferece um olhar diferente sobre os números. Se assumirmos uma abordagem simples e reducionista, poderíamos perguntar de um modo básico; há ou não maior consumo privado de combustível, uma vez que estando parados os transportes públicos os particulares são forçados (se tiverem viatura) a se fazerem à estrada? Dois pontos para a GALP. Uma vez que as concentrações de grevistas acontecem em locais definidos de antemão pelas centrais sindicais, o transporte para esses locais não se faz em camionetas contratadas para o efeito? Dois pontos para a empresa Barraqueiro. As empresas que fornecem as t-shirts, as faixas com mensagens de protesto ou as que realizam a montagem de palcos a partir dos quais os dirigentes gritam as suas mensagens não têm nada a lucrar? Ou será que os preços dos bens e serviços também estão de greve? A escassez de bens e serviços resultante da realização de greves encarece ou não os bens? A raridade de um bem não o torna mais valioso? O que gostaria de saber de um modo desapaixanodo; quais os números da mais-valia grevista? Como funciona o modelo de negócio da greve? Quem tem a ganhar? Porque provavelmente, e sem o sabermos, pode ser que seja uma galinha de ovos de ouro. Um país que descobre uma economia que não chega a ser sombra – é uma economia de greve, com tanto direito a existir quanto as outras economias regulares ou marginais. O dia de greve é um dia difícil de determinar, mesmo que seja um dia de grande determinação. Nunca nos devemos esquecer que o chão de uns pode ser o tecto de outros. Pode ser um tecto falso, mas não deixa de ser uma medida a ter em conta. Quando os sindicatos apregoam que desta vez “vão mostrar ao governo” a força de uma paralisia nacional, seria bom que realizassem as contas todas, para determinar quem sai a perder (menos) e quem sai a ganhar algo. Não se trata de um jogo de soma zero. Neste tira-teimas perdem todos – aqueles que fazem um belo dia de praia, menos os que vendem gelados. Neste duelo não há lições a dar nem a receber. A pausa no trabalho é uma interrupção voluntária ou uma coisa induzida pelo piquete que oferece agravos e raramente prémios pelo desempenho? Nesta contradição quase literária, que afirma “respeitar os que trabalham e os que fazem greve”, é uma terceira via que de facto avança no terreno. Uma coisa que nem é peixe nem carne, sem ser vegetariana. É mais um animal de ódio e estimação ao mesmo tempo, uma hidra, um ser híbrido canino que não tem juízo; um cãosenso que não granjeia unanimidade e que morde a própria cauda. Um monstro que esmifra até ao tutano a ideia de uma nação a puxar para o mesmo lado. Portugal é uma sentença repartida pela associação, uma teia de colaboradores que se apresentam como rivais sem o ser. O governo e os sindicatos são de facto uma mesma entidade. Os políticos e os negócios vivem um estado idílico que impossibilita divórcios de ocasião, nem que seja por um dia. O momento em que nos encontramos, obriga-nos a rever as relações de subalternidade e domínio. É isso que está em causa num dia como hoje. Por favor, não deixem que lhes atirem a areia da Caparica para os olhos. O inimigo são eles todos. Somos nós. Ou será que ninguém quer saber?
O secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof) revela que nada percebe de ensino. Um professor nunca deve chamar de imbecil a um aluno que coloca uma pergunta que ele julga despropositada, infantil. Não existem questões inferiores e perguntas superiores. Em Democracia todas as dúvidas fazem parte do método socrático e devem ser partilhadas. (eu sei, é uma má escolha de exemplo filosófico por causa do outro que aparece na TV aos Domingos). E já que o Nogueira tanto percebe de formação democrática e observa um enorme défice nas camadas jovens, talvez possa abrir uma escolinha na rua de São Caetano à Lapa onde vivem as tias e os enteados. Mas retomando a pergunta sobre os dinheiros que os sindicatos recebem ou deixam de receber, e uma vez que são os filiados que sustentam a missão sindical, serão os membros da Fenprof que devem perguntar se o seu dinheiro está a ser bem gasto. Serão os professores que terão de saber se houve um retorno satisfatório sobre o investimento, a sua dízima. Devem inquirir se o seu representante está coligado com outras partes, qual a sua agenda e quais os interesses em causa. Todas estas questões e outras que me escapam devem ser obrigatoriamente colocadas pelos accionistas do consórcio Fenprof. Porque, para todos os efeitos, se os professores pagam quotas e são detentores do capital da Fenprof, serão eles que terão de pedir contas ao CEO. Um sindicato, por mais sagrado que seja, deve responder perante a lei e às questões colocadas em abstracto ou em concreto por qualquer força política ou partidária. Só assim se pode credibilizar junto dos seus representados. Já agora, gostaria de saber se na Fenprof há diferentes categorias de sócio? Se há diversos escalões de acordo com as orientações políticas dos professores? O jubilado Nogueira, ao tentar intimidar os jovenzinhos do PSD, e ao chamá-los de ignorantes, está também a chamar de besta quadrada aos professores sociais-democratas. E esse dogmatismo não pode ser aceite dentro e fora da sala de aulas. Por esta ordem de ideias convém escolher a dedo os lideres sindicais. A selecção deve obedecer a um critério cego, surdo e mudo quando se trata de ideologia. O Mário Nogueira revela as suas preferências, mas teria sido melhor que não viesse a público partilhar o óbvio. Gostaria de aproveitar esta ocasião para perguntar novamente quanto recebe a Fenprof do Estado? Perdão. Não sabia que era uma pergunta proíbida. Este tipo de auto-censura deve ser influência dos livros do tempo de Salazar. Os livros que não li, mas de que ouvi falar.
A pergunta é simples: quem quer ser professor por um dia que seja? Quem deseja acartar injustamente com os pecados e os défices dos outros? – A educação que não foi dada aos alunos pelos papás e pelas mamãs. A má criação que escoa directamente da sarjeta para a sala de aula. Quem quer trabalhar de acordo com modelos que não se adequam ao perfil cultural do país? Como podem constatar, tinha colocado uma pergunta que afinal se desdobra em muitas sem resposta. Desde que eu me lembre, os professores tiveram sempre mobilidade e não era pouca. Era imensa, de norte a sul do país. Quem não conhece o professor de Trás-os-Montes colocado no Algarve? Aqueles que tiveram de abandonar as suas famílias e prescindir de uma ideia de continuidade na residência, o sonho de viver na terra de origem. A profissão foi quase sempre malentendida pelos governantes de Portugal. Houve até quem a quisesse canonizar elevando a missão educativa a acto de fé, a bandeira de partido. Lembram-se de Guterres e a sua paixão? E houve outros como Roberto Carneiro que foram também cardeais da causa. Estou certo que mesmo que pagassem uma tarifa tripla a prospectivos docentes, não seria líquido que aceitassem o emprego. Por vezes não há dinheiro que chegue para pagar os ultrajes. Conseguem imaginar leccionar na franja da sociedade uma qualquer disciplina do programa curricular, quando no fundo estão a operar a múltiplos níveis que deveriam ser tratados por psícólogos, técnicos de reinserção social e polícias? Os professores levam para casa tantas horas extraordinárias que deixaram de ser horas, considerações de ordem pedagógica, trabalhos de casa, e, para além dessa normalidade, são obrigados a sacar da sua consciência para levar a bom porto uma barca tempestiva repleta de repetentes de um sistema caduco. Não existe repelente que consiga afastar dos professores os pesadelos, o stress, a insónia antecipada pela semana que se segue. A outra questão que coloco: quem quer ser manifestante por um dia apenas? Quem deve caminhar ao lado dos professores, se grita em nome dos docentes e de Portugal? Vou directo ao assunto. Se António José Seguro sente o mesmo ardor no peito que Guterres sentiu, então deve estar nas ruas, lado a lado com aqueles que alegadamente foram intimidados pelo governo, mas o lider socialista, se não está em Roma com o Papa, está noutro encontro ecuménico. No meio destes confrontos e da greve aos exames nacionais que se avizinha, os alunos irão agravar ainda mais a sua débil condição de aprendizagem. Na Segunda-feira provavelmente irão regredir na sua capacidade de expressão em língua portuguesa, a que se seguirão mais murros nas restantes disciplinas. Resta saber se os milhares de alunos devem ser tidos enquanto moeda de troca, ou se chegará o dia em que os próprios alunos se manifestam, para rejeitar de uma assentada, e em simultâneo, os políticos e os professores. A linha ténue que separa a sustentabilidade cognitiva e pedagógica do país, do perfeito caos, está a ser pisada. Qualquer dia para haver alunos nas salas de aulas teremos de ter uma requisição estudantil. Repito a pergunta: quem quer ser presidente do conselho directivo? Quem quer ser presidente? Quem quer Portugal?





