Cavaco já tinha dado o mote na campanha eleitoral. Agora, chegou a vez de Paulo Otero, fazendo as vezes dos socialistas que perpassam todo o espectro partidário português, a expensas do erário público desgovernado por um engenheiro domingueiro e um alegado economista – seres que empedernidamente vociferam bacocas teses “cainesianas” como literatura de justificação, não se escusando a desenterrar do baú do “fássismo” a vulgata “patriótica” – emitir digno e altíssimo parecer onde faz saber que os cortes salariais no sector público são ilegais e inconstitucionais caso não se opere o mesmo tipo de medida no sector privado.

 

É só o que precisamos agora, que o sector privado, já de si gravemente asfixiado pelo coerção dos impostos, ainda tivesse que reduzir os salários dos seus trabalhadores por imposição Estatal, desmoralizando-os e acatando, provavelmente, efeitos nefastos a nível da produtividade. Eu, que não sou economista, e que liberal convicto me assumo a todo o momento, pergunto-me se não estará a faltar a muita gente passar os olhos em manuais de lições básicas de economia e de filosofia.

 

Se isto vier a acontecer, e se não ocorrer um verdadeiro levantamento nacional contra este estado de coisas, só provará que os portugueses nada fazem quando são literalmente roubados para pagar as asneiras dos outros. E se assim for, vou acelerar aquilo que já escrevi aqui há uns meses: Eu irei emigrar, seja lá para onde for, em 2011 ou, no máximo, em 2012. Nessa altura direi aos demais portugueses, parafraseando João César Monteiro : «Quando subi aos céus, disse para todos os mortais: fod**-se agora vocês todos, que a mim já não me fod** mais!».