No dia em que terminou a campanha para as europeias, terminei as aulas da licenciatura. Agora só faltam frequências/exames/orais, um trabalho e relatório de estágio. Lá para Setembro terei terminado a licenciatura para logo depois começar o mestrado e voltar a trabalhar, se é que me seja permitido no meio de tanto desemprego. Amanhã é dia de benção das fitas – lá acabei por me deixar ir na coisa, depois dos remorsos, e acabei por não me arrepender, muito pelo contrário.

 

Agora que terminou uma das campanhas com mais baixo nível de que me recordo, onde a peixeirada foi a nota dominante, tal como já antes o havia escrito, continuo a ter como certo o meu voto no CDS/PP, porque Nuno Melo é o nosso melhor deputado e embora nos vá fazer imensa falta na Assembleia da República, creio que terá um enorme contributo a dar em Bruxelas. Isto mesmo que eu tenha que passar uma manhã entre comboio e carro para ir votar e voltar a Lisboa a tempo de estudar para a frequência de Integração Europeia que será na segunda-feira. Porque votar é não só um direito mas um dever, mesmo que isso implique algum sacríficio pessoal. Termine-se notando como o Professor Maltez em apenas um parágrafo resume bem o estado a que chegámos:

 

Apenas se confirmou que entrámos em contraciclo face aos parceiros culturalmente mais próximos da União Europeia, nesta hipocrisia de termos dirigentes políticos mais esquerda do que os respectivos militantes e militantes mais à esquerda do que os respectivos votantes e simpatizantes, deixando o fiel da balança aos reformados, aposentados e subsidiodependentes que preferem o distributivismo da caixa estal, alimentada a impostos, do que o estímulo ao mérito e ao sentido de risco de políticos com uma ideia de obra. A esta esquerda estatizante e ultraconservadora do aparelho de poder a que chegámos, resta o bloqueio mental da ditadura do "statu quo", obrigando os timoneiros à condução de uma jangada de pedra que nos vai conduzir a uma sociedade de comemorações e funerais das pretensas glórias de um passado imperfeito, onde a técnica da nacionalização dos prejuízos nos vai endividar pelos séculos e séculos.