
muito à base de doces e compotas caseiras, e onde não faltou o inevitável Earl Grey, bem forte, só com um pingo de leite, apanhei o comboio na linha que, um ano depois retomaria para Gales, via Bristol.
Desta vez, porém, o destino era uma pequena cidade no condado de Somerset, e que despertara em mim o desejo de lá ir desde que, na primeira viagem a Londres, lera a biografia de Jane Austen.
Um outro tipo de glamour, o que fui encontrar em Bath.
No primeiro contacto com a cidade, para além dos muitos jardins, e das muitas flores, suspensas dos sítios mais improváveis, como os candeeiros de iluminação pública – soube depois que a cidade era useira e vezeira em ser considerada a localidade mais florida do País, no concurso que acontece anualmente – , ressaltou a arquitectura Georgeana dos seus elegantes edifícios, como o famoso Royal Crescent.

Mas o que tinha em mente, naquele dia de Verão, que convidava a sentar no primeiro banco de jardim, era a visita dos afamados Banhos Romanos, que em nada defraudaram as expectativas, entretanto alimentadas por variadas leituras.

Depressa, porém, me dei conta que esta não se limitava a ser uma cidade museu.
Quando saí do balneário, onde as estátuas vestidas à maneira romana estavam presentes em cada canto por onde passava, vi-me no meio de uma praça, dominada por uma muito original Catedral, animada pela música que provinha dos vários instrumentos ali tocados, perante o evidente regozijo de transeuntes, ou mesmo dos que aproveitavam aquele clima auspicioso, sentados nos muitos bancos por ali espalhados. Foi entre estes que me sentei, não só para descansar da longa caminhada, mas também para desfrutar do sol e da música.
What a Wonderful World…