Autor: zemariamaria (Page 1 of 9)

O Observador vai nascer

“Bom dia.

 

É com muito prazer que lhe venho dar a notícia por que espera: o Observador vai nascer no próximo dia 19 de maio.

 

Ainda hoje vamos abrir os nossos canais do Facebook e do Google+, para apresentar mais alguns detalhes do nosso projeto. Também será hoje anunciada a data de lançamento, mas quis que soubesse primeiro.

 

Em breve poderá conhecer o observador.pt. Precisamos de si e da sua análise crítica para fazer um trabalho cada vez melhor. Mas esperamos já por si hoje noFacebook e no Google+. Conto consigo para espalhar a notícia e espero poder contar sempre com a sua ajuda para fazer o melhor jornal digital português.

 

David Dinis

 

Conheça-nos no Facebook“

 

 

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Da vergonha alheia…

 

“…e vão sendo borrifadas de tinta (…) e são divertidas e pagam para o fazer e há adultos a fazê-lo”

 

(palmas)

 

“venho trazer a público algo que nunca devem ter ouvido falar: existem praxes entre jornalistas. Obrigarem o estagiário a beberem um cálice de absinto público.” 

 

“Não posso revelar as minhas fontes mas garanto que é verdade”

 

(mais palmas que risos)

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A praxe e eu

 

Quando entrei para a faculdade no quase longínquo ano de 2008 lembro-me de ter pensado que nunca na vida iria participar em qualquer tipo de praxe. No meu primeiro ano de Direito via alguns dos meus colegas ansiosos por participar. “É a única maneira de te integrares”, “Depois não vais ter amigos”, diziam. “Porreiro”, pensava eu. 

 

Até ao dia em que em plena aula de História do Direito Romano ou coisa que o valha, irrompem pelo auditório um grupo de alunos mais velhos (não tenho a certeza se com mais cadeiras que eu – e era a minha primeira semana de aulas) e começam a dizer aos caloiros para irem todos lá para fora. Ora, quando chegou a minha vez de ser confrontado com um desses espécimes de aluno mais velho, o dito bicho vociferou qualquer coisa. A intenção do animal, perdão, aluno, perdão… não sei o que lhe chamar, era a de o acompanhar para sofrer um castigo ainda pior por me ter rido diversas vezes na cara dele. Como bom aluno que fui, gostava de ter uma desculpa para não ir às aulas. E acompanhei-o. Admito que até aqui, tudo estava a ter imensa piada. 

 

Bom, o grunho que tentou falar comigo levou-me à presença do Dux. Eu perguntei o que era isso. Responderam-me que era o aluno com mais matrículas. A minha resposta foi obvia: perguntei ao Dux quantas vezes tinha chumbado para poder acumular tantas matrículas. A partir daqui, o Dux tentou falar comigo de forma séria: “Olha, isto é uma brincadeira, não precisas de participar”. “Óptimo, fico só a ver”, respondi. “É sempre divertido ver outros a fazer figuras parvas”, pensei logo de seguida. “Mas olha que depois não poderás praxar, nem ninguém te vai ajudar no resto do curso”. Eu sorri, peguei nas minhas coisas, dei uma palmadinha das costas do Dux, limpei a mão nas vestes de outro dos alunos mais velhos e voltei à aula. Nunca ninguém me maçou mais, não sofri represálias e até fiz amigos.

 

No fim do primeiro ano de Direito, desisti do curso. Fui para Ciência Política, ser caloiro outra vez. Na primeira semana, a mesma conversa das praxes. Ora, uma pessoa que tem de lidar com aquela tontice uma vez, perde a paciência para uma segunda. Na primeira semana, observava os jovens caloiros nas praxes. Era engraçado tal como é ver um macaco a atirar as próprias fezes a outro macaco. Houve, inclusive, um ou outro parvo que tentou gritar comigo mas ficou-se por aí quando lhe explique que havia maneiras muito mais desagradáveis de ingerir a cerveja que ele tinha na mão.

 

Enfim, no segundo ano pediram-me para organizar as praxes. Quase a contragosto, aceitei. Digo quase, porque se fosse eu a organizar aquela parvoíce, era eu que poderia evitar qualquer tipo de abusos. Durou um dia as praxes e, no fim, levei alguns dos caloiros a jantar e a beber um copo no Lux. Sem trajes, com algumas testas pintadas e álcool. 

 

Quanto às praxes da Lusófona, muito em voga pelas infelizes mortes no Meco, só há uma coisa a dizer: códigos de silêncio, represálias a quem falar, praxe enquanto identidade de uma universidade? Viraram Maçonaria? Ou simplesmente gostam de brincar aos clubes secretos. Não quero que proíbam as praxes, quem aceita ser praxado está a tomar uma decisão. No entanto, quero que abusos sejam severamente punidos. Quer aos alunos, quer à própria Universidade. Ser aluno universitário é mais que seguir as tradições que te impõem. É, a meu ver, exactamente o contrário. É fazer as tuas próprias regras pois, pela primeira vez na tua vida, tudo depende de ti.

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Razões para emigrar

No post do John Wolf, o comentário de uma caloira:

 

 

A praxe tem diversos objectivos, sendo o primeiro a integração dos caloiros na vida académica. De que outra forma,conheceríamos os nossos colegas se estarmos na ‘fila do amor’? De que outra forma nos uníamosúnico coro entoando as canções do curso? De que outra forma conhecíamos os locais emblemáticos das cidades, que para nós são completamente estranhas? Falo como caloira, orgulhosa de ter sido e continuar a ser praxada. Para além disso, a praxe ensina-nos vários valores importantes que nos serão úteis no nosso futuro enquanto estivermos a exercer a nossa profissão. Os ‘olhos no chão’ e não falar mal nem insultar um doutor diz-nos o que é o respeito, definição essa que cada vez mais está a desaparecer. Quando estivermos prestes a iniciar a nossa vida profissional irá sempre haver alguém superior que se arma em esperto, no entanto não lhe podemos responder da maneira que a nossa vontade nos dita, correndo o risco de perder a profissão.

Ahh, além disso as praxes também podem ser solidárias, e bastante: https://fbcdn-sphotos-a-a.akamaihd.net/hphotos-ak-prn2/t1/1476671_424105307715647_823743908_n.jpg

Por isso, vamos não generalizar nem ser extremistas, sim?

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Da vergonha estatal

 

Assunção Esteves, no alto da sua posição de Presidente da Assembleia, sobre a transladação de Eusébio para o Panteão Nacional, diz que “a operação envolve «custos mesmo muito elevados, na ordem de centenas de milhares de euros», a suportar pelo orçamento do parlamento“.

 

 

Esteves sugere que haja uma partilha dos custos por outras palavras que um grupo de cidadãos ou uma associação pague aquilo que todos deveriam pagar. 

 

Assunção Esteves esquece-se de uma coisa: o orçamento do Parlamento não se deve limitar aos almoços faustosos de faisão, à frota automóvel de luxo e outras bizarrias ainda sustentadas pelos contribuintes. O Panteão Nacional deve albergar os símbolos de Portugal e, tal como Fernando Pessoa ou Amália Rodrigues, Eusébio ascendeu a esse patamar ainda durante a vida.

 

Eusébio conseguiu o que muitos poucos conseguem. Eusébio conseguiu união. Do mais espantoso de ser ver nos dias que correm, é todo uma sociedade à volta de um “simples” jogador de futebol. Uma pessoa, nascida em Moçambique, que se fez e fez Portugal. Um símbolo de Portugal que só não devia estar no Panteão se for essa a vontade da família, porque ao contrário de Assunção Esteves, é-me difícil encontrar outro português com reticencias em deitar Eusébio onde ele merece.

 

P.S. (porque não merece mais) As declarações de Mário Soares mostram bem que é o homem. Alguém que não consegue conceber que, em Portugal, exista alguém maior que ele. A snobeira execrável deste “estadista” só pode ser desculpada pela idade avançada. E quem só diz disparates não deve ter palco para o fazer.

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