Autor: rudolfo_castro_pimenta

Epifania

Nos últimos tempos os candidatos mais à esquerda à Presidência da República têm dado bastante ênfase à isenção do Chefe de Estado. Muito se têm queixado da área cinzenta inevitável provocada por alguém que está em funções e ao mesmo tempo se recandidata ao cargo.

 

É manifesta a sua preocupação com o apartidarismo do Supremo Magistrado da Nação. Com uma magistratura de influência consubstanciada por um poder moderador. Com o facto de o Chefe de Estado não ser refém de compromissos partidários e de dever exercer o seu mandato de forma verdadeiramente isenta e independente.

 

Afinal a esquerda portuguesa é monárquica por pretender ter um Chefe de Estado com as características típicas de um Monarca.

 

 

 

Publicado em Sem categoria | Tags ,

Congruência eleitoral

Se há coisa que marca a campanha de Manuel Alegre é a coerência. É coerente ao ser o candidato do Bloco de Esquerda e do Partido Socialista. É coerente quando antigamente ninguém o calava; ainda que ninguém tivesse paciência ou interesse em ouvi-lo, e agora entra mudo e sai calado relativamente à governação “socrática”. É coerente ao responsabilizar Cavaco Silva pela crise e não o agora seu camarada Sócrates. É coerente uma vez que se diz um candidato representativo de toda a esquerda e se insurge contra a falta de apoio do Partido Socialista em campanha.

É coerente quando sem preparação nenhuma para matérias económicas fala de ex cathedra sobre o assunto; com resultados assombrosos evidentemente. É coerente ao acusar Cavaco Silva de ter prestado provas de bom comportamento à PIDE (dado o seu estatuto de funcionário público e precisar de tal para trabalhar) quando ele na mesma altura diletantemente escrevia e passeava pelos cafés argelinos. É coerente pois pretende ser o Chefe Supremo das Forças Armadas tendo acicatado e apoiado as guerrilhas contra as tropas portuguesas no Ultramar.

 

Não me esqueço de uma das suas brilhantes tiradas; também coerente como seria de esperar: Portugal em tempos de crise não precisa de um economista em Belém. Pois não. Aquilo de que mais precisamos é de poetas. E baralhados, to say the least.

Publicado em Sem categoria | Tags ,

© 2026 Estado Sentido

Theme by Anders NorenUp ↑