Nos últimos tempos os candidatos mais à esquerda à Presidência da República têm dado bastante ênfase à isenção do Chefe de Estado. Muito se têm queixado da área cinzenta inevitável provocada por alguém que está em funções e ao mesmo tempo se recandidata ao cargo.
É manifesta a sua preocupação com o apartidarismo do Supremo Magistrado da Nação. Com uma magistratura de influência consubstanciada por um poder moderador. Com o facto de o Chefe de Estado não ser refém de compromissos partidários e de dever exercer o seu mandato de forma verdadeiramente isenta e independente.
Afinal a esquerda portuguesa é monárquica por pretender ter um Chefe de Estado com as características típicas de um Monarca.