Autor: pedroquartingraca (Page 1 of 147)

O fim do multiculturalismo ocidental

“Os repetidos e cada vez mais frequentes acontecimentos dos últimos meses em todo e qualquer sítio à escala global onde existem vestígios de presença cristã ou católica, desde a repetida destruição de património até à frequente matança (e o termo é este mesmo) de seres humanos, vêm por definitivamente em causa o multiculturalismo que tem sido repetidamente defendido e posto em prática por líderes ocidentais. Este, ao invés de desejavelmente se assumir como a convivência pacífica de várias culturas num mesmo ambiente, transformou-se na permissão para uma delas, e apenas uma, se impor às outras. Ora isto não pode continuar e há que dizê-lo e escrevê-lo sem receios de adjectivação pelos “politicamente correctos” do costume.”
Muito menos pode continuar com o beneplácito ou o incentivo de uns quantos, ao mais alto nível político.
Estamos perante um verdadeiro combate civilizacional. Em que uns se querem impor, a bem ou a mal, sempre e cada vez mais pela força e pelo terror. Ora isto não se pode tolerar.

 

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Uma ALIANÇA para o futuro

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O importante são as ideias e os princípios. Os partidos políticos são um mero instrumento para a sua divulgação e concretização. 

 

A esta mesma hora que escrevemos, as 16 horas de 19 de Setembro de 2018, está a nascer um novo partido português: a ALIANÇA, novo projecto político inspirado por Pedro Santana Lopes e que contou com o generoso contributo de mais de dez mil portugueses. Será, logo que seja aprovado pelo Tribunal Constitucional, o 23º a ser criado após o 25 de Abril de 1974.

 

Recuemos algumas décadas. Algures na parte final dos anos 80, em mais uma preparação de uma tomada de posição política pré-eleitoral da Comissão Política do então PPM dirigido por Gonçalo Ribeiro Telles, recordo-me bem de uma frase do mesmo. “O que importa são as ideias”, disse o Gonçalo. Para quem, como eu, à época com vinte e tal anos, comungava dos mesmos ideiais mas gostava de os ver concretizados na prática o mais depressa possível, tal parecia quase um absurdo. É verdade que sem ideias nada se faz mas, havendo ideias e sendo estas muitas e boas, era preciso existir quem fosse eleito para as ajudar a concretizar. Isso era, e sempre foi, para um partido com uma pequena dimensão, o mais difícil. Mas, para Ribeiro Telles isso não era o mais importante. Nunca o foi, aliás.

 

Ribeiro Telles nunca teve, diga-se, qualquer especial aptidão para o merketing político nem para acordos de bastidores. Isso não impediu, todavia, de ter sido o primeiro que Francisco Sá Carneiro contactou quando resolveu criar a AD – Aliança Democrática. E, ao contrário da versão oficial profusa e erroneamente divulgada, Sá Carneiro só depois viria a contactar o CDS de Diogo Freitas do Amaral para “compor o ramalhete”, numa fantástica abragência das então designadas e hoje completamente ultrapassadas “esquerda”, “centro” e “direita”.

 

Diga-se que, quando Ribeiro Telles falava das ideias falava também, evidentemente, dos mais elevados princípios éticos que deveriam nortear a acção política daqueles que seriam chamados a defendê-las. Creio que não restam dúvidas de que os monárquicos do PPM souberam estar à altura das mais elevadas exigências também a esse nível. Doutrinadores e nomes como Henrique Barrilaro Ruas, João Camossa Saldanha, Augusto Ferreira do Amaral, Luis Coimbra, António Ferreira Pereira, Bento Moraes Sarmento, António Emílio Gagean Vasconcelos, Eduardo Rosa Silva, José Aníbal Marinho Gomes, os irmãos Vaz Serra de Moura, entre muitos outros a quem peço desculpa de omitir a identificação, emprestaram ao país o seu saber e a sua dedicação.

 

Um parte significativa do papel do PPM esgotou-se, depois de cabalmente demonstrado pela sua acção que a monarquia “não era uma coisa de direita”. Ficava a defesa do ambiente, de que fomos também pioneiros em Portugal. Resolvi sair e fui o primeiro a fazê-lo. Seguiram-se os meus amigos Gonçalo, Luis, Eduardo, Zé Aníbal, entre muitos outros. Com a vontade de continuar a fazer política pelo país juntámo-nos a um grupo importante de ecologistas e criámos o MPT – Movimento Partido da Terra. Primeiro o Gonçalo, depois o Paulo Trancoso e por fim eu próprio corporizámos essa defesa na presidência do partido (isto antes da tomada de assalto ao mesmo) .

 

Foram anos difíceis, sem meios, mas com muitos sucessos. Estavam lá as ideias, já com uma nova geração. E já se tinha aprendido alguma coisa em termos de marketing político. Quis o destino que nos cruzassemos com Pedro Santana Lopes estavámos então já no ano de 2005. Com ele (a exemplo do PPM) assinámos um acordo de entendimento político e eleitoral que levaria dois deputados do Partido da Terra à Assembleia da República, integrados no Grupo Parlamentar do PSD, mas com uma larga autonomia nas votações. 

 

Para além de termos sido responsáveis por mais de 5% do trabalho parlamentar do Grupo Parlamentar social democrata (2 deputados em mais de 70 deputados eleitos), estivemos na origem directa da alteração da mais importante e estruturante legislação da vida democrática partidária portuguesa, a Lei dos Partidos Políticos, cuja aplicação cega por parte do Ministério público junto do Tribunal Constitucional, ameaçava extinguir administrativamente os partidos políticos que tivessem menos de 10.000 filiados. É da mais elementar justiça assinalar a postura de Pedro Santana Lopes nesse complicado dossier. Santana Lopes colocou-se ao lados dos “pequenos partidos” ameçados de extinção e desafiou mesmo um largo sector do seu próprio Grupo Parlamentar que se opunha à alteração legislativa. A lei viria a ser alterada  (e por unanimidade, pasme-se!). A verdade é que se hoje existem partidos como o Bloco de Esquerda e o CDS, já para não falar todos os outros com menor expressão eleitoral a nós (e a PSL) se deve esse feito.

 

Já no final de 2011 entendi, em conjunto com um conjunto de amigos, que o nosso papel no MPT tinha chegado ao fim. Saímos. Depois de um interregno de alguns anos o “bichinho” voltou a aparecer e as ideias permeneciam as mesmas. Monárquicos e ecologistas continuávamos. E foi assim que estivemos na génese do Nós, Cidadãos!, uma novel e promissora organização política que ajudámos a fundar mas do quel precocemente nos afástamos quando percebemos que, quem o dirigia, não queria abalar o Sistema.

 

Chegamos a 2018. Com o mesmo entusiasmo e ainda que com mais anos em cima, depois de três experiências partidárias anteriores, não nos desviámos um milímetro daquilo que sempre pensámos. Hoje, como no passado, reconhecemos em Pedro Santana Lopes as qualidades para prosseguir um trabalho pelas ideias e pelos princípios que iniciámos há quase 40 anos. Que rompa com o Sistema e que pugne pela concretização de algumas das mais importantes reformas (o combate à desertificação, a defesa do mar, a tomada de posição em matérias estruturantes da vida política nacional, entre outras) de que o país necessita e que a Santana nunca foi permitido concretizar. Ou porque vítima de um “golpe de Estado constitucional” às mãos de Jorge Sampaio, ou porque boicotado por lutas intestinas internas de um partido que, ora o desejava, ora o desprezava.

 

Décadas depois dou razão ao Gonçalo. O que importa são as ideias. Mas acrescento: Os partidos políticos são um mero instrumento para a sua divulgação e concretização. Nada mais do que isso.

 

É a hora e está encontrada a fórmula para o poder fazer. Em democracia e em liberdade.

 

Muito sucesso à Aliança e a Pedro Santana Lopes. Portugal e os Portugueses vencerão!

 

 

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Pedro Santana Lopes – O sonho de um Portugal maior

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A escassos dias da eleição em directas do próximo líder do PSD, e em jeito de balanço rápido, uma breves linhas. Começo desde logo pelo mais difícil, o vaticínio: Pedro Santana Lopes será o próximo presidente do PSD. E sê-lo-á por mérito próprio. Foi o único candidato que ousou apresentar um programa de candidatura completo, detalhado, que soube construir, divulgar e explicar em sedes várias junto dos seus eleitores: os filiados do PPD/PSD, e ao longo dos vários meses de campanha. Mas, igualmente, na comunicação social, com a qual manteve o tradicional bom relacionamento que o caracteriza. O único candidato que apresentou um visível trabalho de equipa, estruturado, pensado e organizado. O único candidato, também, que não cometeu erros de percurso e que manteve, do princípio ao fim, como é seu timbre, sem tibiezas ou recuos, os valores que sempre nortearam a sua vida, quer política, quer pessoal.

 

Se há algo que devemos admirar no percurso de Pedro Santana Lopes é a sua resiliência, a sua capacidade de superar obstáculos, de resistir à pressão de situações adversas, até mesmo a sua enorme resistência física e psicológica, de quem continua genuinamente empenhado na defesa dos ideais em que acredita e num sonho para Portugal: o de ser grande, de ser tão grande como os maiores da Europa. Um sonho que Francisco Sá Carneiro já tinha e que Pedro Santana Lopes irá ter desta vez todas as condições para concretizar à frente do seu PPD/PSD, assim seja essa a vontade dos Portugueses. 

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As virtudes perdem-se no interesse como as águas do rio se perdem no mar. *

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Em entrevista hoje ao “outrora Espesso” o candidato à presidência do PSD Rui Rio comete um segundo erro fatal na campanha já em curso, isto para além de proferir deselegâncias várias em relação ao seu adversário.

 

O primeiro, recorde-se, tinha sido negar-se aos debates com Pedro Santana Lopes junto dos militantes do PSD, apelidando estes de “espectáculo ambulante pelo país fora”.

 

Hoje diz algo que reputo de particularmente grave e que, aliás, põe em causa a sua tão apregoada competência como gestor e como bom decisor político. Ora vejamos:

 

Rui Rio – (…) “Respondo com uma medida concreta que tomei. Eu tinha consciência que a instituição a que presidia (Câmara do Porto) tinha gente a mais e estabeleci a regra 2/1, saem dois e só entra um. Mas depois de baixar umas centenas de colaboradores, eu já não sabia bem o que estava a fazer, portanto foi feito o estudo”(…).

 

Ou seja, primeiro foi uma fezada de Rio “de que era assim”, depois despediu centenas de pessoas e, só no final, é que foi estudar o assunto…

 

Se é assim que Rui Rio pensa, primeiro conquistar o PSD e, depois, conquistar o país, desengane-se porque “assim não vai lá”.

 

Numa escala de 0 a 20 valores a entrevista de Rio de hoje leva 5. Negativa profunda. 

 

“Temos pena” Dr. Rio. Não creio que vá ter terceira oportunidade para causar boa impressão.

 

 

* Frase de autoria de François La Rochefoucauld

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O grande desafio

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O PSD foi atingido mortalmente no seu último bastião eleitoral: as autarquias. Aquele, precisamente, que era a derradeira trincheira partidária e onde poucos pensavam que pudesse ser penalizado. Foi-o e foi-o duramente. Quem acompanha o comentário que por aqui fazemos não terá sido surpreendido. Na verdade, a noite de ontem foi o culminar dos erros sucessivamente cometidos. Entregue a jogos internos de barões e baronetes durante o consulado passista (a exemplo de outros consulados, diga-se, mas substancialmente agravado), o eleitorado social-democrata e as largas franjas de votantes flutuantes que, circunstancialmente, dão a vitória a um ou a outro dos dois maiores partidos, mostraram um cartão encarnado a Passos e à estratégia política suicida por este seguida. Reduzido a um partido de média dimensão nos principais centros urbanos e apenas resistindo no “mundo rural” , o PSD vai ter, se quiser voltar a ser o que já foi nos tempos de Sá Carneiro, de mudar muito daqui para a frente. De políticas, de estratégias e de pessoas que as possam interpretar. Se assim não o fizer, ou seja, se não retomar as suas origens e adaptar o seu programa reformista aos novos ventos da cidadania activa, o futuro será ainda mais negro. Conseguirá o “PSD profundo” dele “expurgar” todos quantos apenas dele se serviram e que nunca pensaram verdadeiramente em Portugal? Este é o grande desafio.

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A trumpização de Passos

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Reeleito por larga maioria no recente Congresso do PSD, incapaz de abandonar o luto posterior às eleições legislativas na qual tentou, sem sucesso, convencer os portugueses que estas serviam para eleger o primeiro-ministro, persistindo simbolicamente em ter o pin na lapela ainda da época em que entregou o país às mãos da senhora Merkel, Passos, é dele que aqui falamos, voltou esta semana a debitar uma daquelas frases de que tanto gosta, na senda, aliás, de muitas outras com que enriqueceu o já rico anedotário nacional. Disse ele que “nunca” esteve numa obra de inauguração enquanto liderou o Governo. “Nem de estradas, nem de autoestradas, nem de pontes, nem de coisa nenhuma.”

 

Não fora o facto de podermos ver o ex-governante neste vídeo em que, com pompa e circunstância, inaugurou uma ponte no IP3, quase julgaríamos que era na verdade um sósia de Passos que nos deliciou com todas estas presenças públicas…

 

Passos dá, de novo, pública nota de uma crescente perturbação. Pobre PSD…

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