Autor: João Quaresma (Page 1 of 19)

A primeira luz do dia, tal como é vista desde a Estação Espacial Internacional. Fotografia tirada pelo astronauta norte-americano Scott Kelly (galeria no flickr aqui) que amanhã, dia 2, irá regressar à Terra após um ano a orbitá-la.
A partida da actual tripulação na nave Soyuz que os trará de volta terá lugar às 04:25 hora de Lisboa, podendo toda a operação, desde a partida da nova tripulação (no Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão), ser seguida em directo no site da NASA, aqui.
Dizia a antiga publicidade do Pisang Ambon que “O verde é a cor da aventura”. Mas na política, é a cor do embuste pela forma como os governos aumentam a receita fiscal colocando a questão no plano moral e não no económico, furtando-se assim a um debate racional sobre novos impostos.
“Os impostos verdes em Portugal são uma das formas com que os sucessivos governos justificam aumentos de tributação. Não têm nada a ver com o nível de poluição causada, nem o nível de qualidade ambiental; têm a ver com a necessidade de justificar receitas fiscais, que são depois usadas para financiar despesas de valor duvidoso para a economia. Para mascarar o esquema, os governos invocam políticas seguidas noutros países, dando a impressão que Portugal é moderno. Seguimos políticas ambientais que os países mais ricos seguem, numa clara prova de que somos tão bons quanto eles. Isto é independente dessas políticas fazerem sentido ou não para Portugal, já que os outros países modernos poluem muito mais do que nós.”
Uma excelente e realista análise por Rita Carreira n’O Observador: «Poluição, Rendimento e fiscalidade verde»
A revista Der Spiegel noticiou ontem o relatório da polícia federal alemã sobre os distúrbios e ataques de muçulmanos contra mulheres na noite da passagem de ano em Colónia, que qualifica a situação vivida como caótica e vergonhosa, tendo as forças policiais sido completamente ultrapassadas pela dimensão dos acontecimentos e pela atitude desobediente e desafiadora dos desordeiros, e ainda a impossibilidade de socorrer pessoas que pediam ajuda. Citando:
“According to the report, officers encountered many distraught, crying, frightened pedestrians, particularly women and girls. They reported “fights, thefts, sexual assaults against women, etc.” Groups of male migrants were repeatedly named as perpetrators.
(…)
The report lists several examples of police officers’ experiences:
- Officers were hindered from pushing their way through to people calling for help by tight clusters of men.
- A man is quoted as saying: “I’m a Syrian! You have to treat me kindly! Mrs. Merkel invited me.”
- Witnesses were threatened when they provided the names of perpetrators.
- People reportedly demonstratively tore up residence permits in front of the police, grinned and said: “You can’t touch me. I’ll just go back tomorrow and get a new one.” The report did not, however, confirm the authenticity of the documents.
- Orders for people to leave the premises were ignored; taking repeat offenders into custody was not possible due to lack of resources.
- After track closures due to overcrowding, people simply forced their way over adjacent platforms and train tracks back to the closed platform.
- Physical fights broke out as trains were being boarded; it was “every man for himself.”
O artigo completo: Cologne Assaults: Police Report Outlines ‘Chaotic and Shameful’ New Year’s Eve
“The idea that free markets will ultimately create the best possible living conditions is, of course, a wonderful one. But the reality in America looks like this: The yearly income of a typical middle-class family has fallen by almost $5,000 since 1999. If you factor in inflation, male workers last year earned on average $783 less than they did 42 years ago. For the country’s richest, on the other hand, things are going swimmingly. The highest 0.1 percent possesses almost as much wealth as the lowest 90 percent taken together. The family of Sam Walton, founder of supermarket chain Walmart, has amassed over $149 billion in wealth. The family possesses as much as all of the lowest 42 percent of the country combined.”
Tem sido notória a embirração da imprensa norte-americana em relação à Alemanha, nos últimos tempos. É natural que os alemães respondam com umas pedradas aos telhados de vidro do outro lado do Atlântico, como neste caso em relação à influência do poder financeiro nas eleições presidenciais. E os alemães não brincam.
America’s oligarch problem: How the Super-Rich threaten US Democracy, no Der Spiegel
Não digam que não há bailouts muito convenientes, para alguns:
O grande problema que era a TAP foi resolvido. O interesse do Estado, os interesses dos contribuintes foram salvaguardados. Agora será o mercado a funcionar. Agora já não serão os contribuintes a serem obrigados a sustentar uma empresa contra a sua vontade. E também se cumpriu o acordado com a Troika, pelo que é o prestígio do país que também sai salvaguardado.
Agora, para normalizar a situação em Portugal e colocá-la a par do que se passa no resto da Europa, já só falta:
– Acabar com as rendas de energia tal como ficou acordado no Memorando de Entendimento com a Troika, rendas essas que são ilegais à luz do Direito Comunitário e que são responsáveis por Portugal ter uma das electricidades mais caras da Europa.
– Acabar com as Parcerias Público-Privadas abusivas e que isentam os privados de quaisquer riscos de mercado, que estão arruinar as finanças públicas e o país por gerações, e que obrigam os contribuintes a sustentarem empresas contra a sua vontade, boa parte do tempo pagando serviços de que não usufruem nem solicitaram.
– Introduzir concorrência no mercado de combustíveis, tal como ficou acordado com a Troika, para pôr um fim à cartelização do mercado e para que Portugal deixe de ter uma das gasolinas mais caras do Mundo.
– Reduzir o número de autarquias, tal como era exigido pela Troika em 2011.
– Reduzir os mais de 2 mil institutos públicos, fundações e observatórios, grande parte deles de utilidade duvidosa e que consomem muitos milhões de euros que o contribuinte tem de sustentar.
Como se vê, já não falta tudo.
De Lee Toland Krieger, com Blake Lively, Ellen Burstyn, Michiel Huisman e Harrison Ford.
A história de uma mulher que, a dada altura da sua vida, se vê incapaz de envelhecer. O que em princípio seria o sonho da eterna juventude revela-se, afinal, um infortúnio que a priva de uma vida normal, ao viver noutro tempo que não o do ciclo de vida de toda a gente; uma realidade a que ela terá de se adaptar. Um grande desempenho da bela e elegante Blake Lively no papel principal, conseguindo retratar uma mulher criada no início do Século XX mas que procura adaptar-se aos tempos e situações que atravessa, necessariamente madura apesar de fisicamente jovem, prudentemente contida mas não conseguindo esconder as emoções. Outro grande desempenho é o do veterano Harrison Ford, de entre um elenco bem escolhido. Não sendo excepcional, é um bom filme a todos os níveis, a que não falta boa fotografia, música original e guarda-roupa de época.
Uma vez mais aconselho vivamente a não ver o trailer, que revela demasiado da história.
