Autor: felixnoite (Page 1 of 7)

Cem anos de solidão

Num mundo em que a liberdade de expressão é condicionada e muitas mentiras generalizadas por cânones com limites e interesses bem definidos, nada impede e tudo favorece o sucesso do acto de recordar e homenagear, por esta data, a Carbonária.

Num mundo em que nos despem nos aeroportos e devassam nossa privacidade, dia a dia, em nome da segurança, a organização terrorista e criminosa, que planeou com todo o tempo e todos os meios o assassinato de um homem, uma mulher e um jovem indefesos e cobardemente assassinados à queima-roupa, continua a merecer a complacência e a homenagem indolente e ignorante pautada por comemorações “centenárias” e pela permissividade de uma opinião pública ignorante, a quem impingiram uma história criteriosamente deturpada. As tais comemorações “pela democracia” que celebram um regime que se limitou a usurpar o poder pela força e pelo derramamento de sangue sem nunca ter sido escrutinado.

O centenário celebrado pela dita República é o centenário mais silencioso, opressivo, miserável e mais funesto de toda a História de Portugal. E, ao contrário de muitos outros países bem próximos, não foram os períodos da Grande Depressão nem da II Grande Guerra os maiores responsáveis por este triste facto nem pelo nojo que é hoje o nosso País.
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… E tudo o resto é bullshit, política incluída

A soldado desconhecida

Josefa, 21 anos, a viver com a mãe. Estudante de Engenharia Biomédica, trabalhadora de supermercado em part-time e bombeira voluntária. Acumulava trabalhos e não cargos – e essa pode ser uma primeira explicação para a não conhecermos. Afinal, um jovem daqueles que frequentamos nas revistas de consultório, arranja forma de chamar os holofotes. Se é futebolista, pinta o cabelo de cores impossíveis; se é cantora, mostra o futebolista com quem namora; e se quer ser mesmo importante, é mandatário de juventude. Não entra é na cabeça de uma jovem dispersar-se em ninharias acumuladas: um curso no Porto, caixeirinha em Santa Maria da Feira e bombeira de Verão. Daí não a conhecermos, à Josefa. Chegava-lhe, talvez, que um colega mais experiente dissesse dela: “Ela era das poucas pessoas com que um gajo sabia que podia contar nas piores alturas.” Enfim, 15 minutos de fama só se ocorresse um azar… Aconteceu: anteontem, Josefa morreu em Monte Mêda, Gondomar, cercada das chamas dos outros que foi apagar de graça. A morte de uma jovem é sempre uma coisa tão enorme para os seus que, evidentemente, nem trato aqui. Interessa-me, na Josefa, relevar o que ela nos disse: que há miúdos de 21 anos que são estudantes e trabalhadores e bombeiros, sem nós sabermos. Como é possível, nos dias comuns e não de tragédia, não ouvirmos falar das Josefas que são o sal da nossa terra?

 

Por FERREIRA FERNANDES, Diário de Notícias

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Momento lapidar do dia – Ronald Reagan (1911-2004)

“Government always finds a need for whatever money it gets.”

 

 

“Government does not solve problems; it subsidizes them.”

 

“Government exists to protect us from each other. Where government has gone beyond its limits is in deciding to protect us from ourselves.”

 

“Governments tend not to solve problems, only to rearrange them.”

 

“Government’s view of the economy could be summed up in a few short phrases: If it moves, tax it. If it keeps moving, regulate it. And if it stops moving, subsidize it.”

 

“I am not worried about the deficit. It is big enough to take care of itself.”

 

“No government ever voluntarily reduces itself in size. Government programs, once launched, never disappear. Actually, a government bureau is the nearest thing to eternal life we’ll ever see on this earth!”

 

“Politics I supposed to be the second-oldest profession. I have come to realize that it bears a very close resemblance to the first.”

 

“Politics is just like show business. You have a hell of an opening, coast for a while, and then have a hell of a close.”

 

“The best minds are not in government. If any were, business would steal them away.”

 

“There are no easy answers’ but there are simple answers. We must have the courage to do what we know is morally right.”

 

“We might come closer to balancing the Budget if all of us lived closer to the Commandments and the Golden Rule.”

 

“We should measure welfare’s success by how many people leave welfare, not by how many are added.”

 

“Concentrated power has always been the enemy of liberty.”

 

“Freedom prospers when religion is vibrant and the rule of law under God is acknowledged.”

 

“How do you tell a communist? Well, it’s someone who reads Marx and Lenin. And how do you tell an anti-Communist? It’s someone who understands Marx and Lenin.”

 

 

E para terminar, um apelo:

“Mr Gorbachev, tear down this wall!”

 

 

Com a devida vénia a Brain Quote

 


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Segurança? Leiam o livrinho do camarada Pereira II

Os mesmos que escancararam as fronteiras, promoveram uma legislação que favorece o crime e fazem de tudo para desarmar a população honesta agora estão preocupados com a nossa segurança. Quanta bondade!

Ao invés de virem dar conselhos, preferia que facilitassem o comércio legal de armas. Se cada português tivesse um .38, uma pistola 9mm e talvez um fuzil 5,56 ou 7,62mm em casa, tenho certeza que não haveria tanta preocupação com a segurança. Os bandidos é que pensariam mais nessa questão…

Faço agora uma pergunta: não é estranho que nunca houve tanta polícia e tanto crime ao mesmo tempo em Portugal? Parece que o único resultado visível para o cidadão comum das políticas seguidas nas últimas décadas foi o aumento extraordinário das multas pois os bandidos perigosos só ficam cada vez mais ousados. Talvez o jogo dos poderosos seja facilitar o crime para aumentar o aparato de controlo. Uma população de cordeiros assustados está disposta a viver com câmaras e polícia por todo o lado, além de não reclamar com “veemência” contra os abusos de poder. Não percebe, graças à doutrinação das escolas, que assim não consegue nem a segurança e ainda por cima perde as liberdades.

Quanto aos poderosos, que tanto defendem o desarmamento civil, o fim das forças armadas e da soberania nacional, não abdicam dos seus seguranças privados armados.

 

Comentário de Carlos Velasco a este post, em relação ao qual eu não poderia estar mais de acordo.

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Segurança? Leiam o livrinho do camarada Pereira

MAI apresenta manual com 100 conselhos de segurança O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, apresentou hoje um guia do cidadão com uma centena de conselhos sobre segurança, num livro que reúne princípios essenciais para combater a criminalidade e prevenir situações de risco. “É nosso dever manter os mais elevados níveis de segurança e reprimir qualquer forma de criminalidade, por isso desenvolvemos este livro de forma a convocar todos os cidadãos para que saibam como garantir a sua própria segurança”, afirmou Rui Pereira. “100 conselhos de segurança” é o título do livro que, dividido em capítulos, descreve os princípios mais importantes a ter em conta para evitar situações de risco, quer em relação às crianças e comerciantes, quer no que diz respeito à segurança em casa, segurança rodoviária e nos transportes públicos e, por fim, em caso de acidentes naturais. “Queremos um livro imediatamente útil para as pessoas para que passem a adotar comportamentos responsáveis seguros”, acrescentou.

 

 

Afinal há situações nas quais o governo acredita na iniciativa privada: no combate ao crime. Claro está, que tudo passa pelos sábios conselhos do Dr. Pereira. Aliás olha-se para a cara dele e vê-se logo que é um tipo que nos ensina de caraças a defendermo-nos da gatunagem e de delinquentes de toda a espécie.

Enquanto estivermos seguros de que o governo terá sempre um livrinho com 101 sugestões para nos colocarmos no caminho da felicidade, à boa maneira dos gloriosos tempos do experimentalismo maoísta, será tempo de alguém dar um livrinho a estas cabecinhas tontas que lhes sugira formas de evitarem que o país que eles (des)governam caia num caos de criminalidade e miséria (económica e mental). Entre as 100 ou mais sugestões do dito livro estarão coisas tão comezinhas e pequenas como a elaboração de um sistema judicial e penal eficazes, e não a anedota actual, e um serviço de estrangeiros e fronteiras cuja acção se consubstancie em leis claras e contundentes, de modo a terem critérios válidos na filtragem de recém-chegados e no combate à imigração ilegal.

Mas, não esquecer nunca a versão original do velho Mao, a qual continua a inspirar as sábias acções governativas das democracias progressistas!

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O “fascista”, o “socialista”, aquele que merece todos os impropérios…

Bloomberg elogia investimento de Salazar

 

A agência Bloomberg escreve hoje, quinta-feira, que o antigo ditador António de Oliveira Salazar poderia ser recordado como o melhor investidor que Portugal já teve, caso o banco central autorizasse o país a beneficiar das suas reservas de ouro.

Em proporção com o tamanho da economia, Portugal armazena mais ouro que qualquer outro país na Europa, a maioria do qual acumulada durante os 36 anos da ditadura de Salazar com poupanças e o dinheiro das exportações portuguesas, incluindo volfrâmio (tungsténio) e da indústria conserveira.

Segundo a Bloomberg, a valorização de 26% do ouro nos últimos anos faz com que Portugal detenha um activo cada vez mais valioso, ainda que seja um recurso ao qual um governo endividado como o português não pode recorrer, devido às leis que regem o Banco de Portugal.

“Com o aumento do preço do ouro, fica-se com ganhos acumulados, mas não se pode transformá-lo em dinheiro”, declarou à Bloomberg David Schnautz, do Commerzbank AG em Londres. “É um colchão para um cenário extremo”.

 

Aquele que tantos pretendem (des)qualificar – fascista para os esquerdinos, socialista para os liberais – continua a ser o único estadista português cuja política económica merece crédito internacional – em todos os sentidos que este termo possa ter…

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O mito do voto em branco

Ao contrário da Cristina, eu não vislumbro vantagens no “voto em branco” se este for aplicado a eleições presidenciais. Na minha opinião, em qualquer tipo de eleições, o acto em si enquanto voto de protesto é um mito, porque daqui nunca nascerão consequências sérias para quem detém o poder.

No caso concreto das próximas presidenciais, o voto em branco não transmite protesto nenhum que se enquadre nas pretensões de quem não aceita a forma de governo republicana. A primeira mensagem que pode ser lida do voto em branco é: eu alinho com o sistema, porque voto, mas não dou o voto a nenhum dos candidatos, porque não prestam ou porque não concordo com as ideias deles. Em eleições presidenciais o monárquico, à partida, recusa o voto aos candidatos não necessariamente por discordar deles, mas sim porque rejeita a forma de governo.

No entanto, nada impede que o monárquico vote nas presidenciais se vir motivos sérios para isso. Se por exemplo estiver em causa a soberania ou a mudança de regime – neste último caso pode ver num candidato um agente da mudança ou, pelo contrário, alguém contra quem quer votar por representar perigo de mudança para pior. Quando não estão em causa estes factores, como creio ser o caso destas próximas presidenciais, o monárquico deve abster-se. Pois a abstenção não transmite necessariamente uma mensagem de insatisfação para com os candidatos.  A abstenção significa simplesmente a não participação no sistema. A abstenção não envia nenhuma mensagem em especial. De modo genérico transmite alheamento, é certo. Mas, quem não concorda com o sistema deve ser alheio às suas práticas e, em alternativa, procurar levar a cabo outras iniciativas de combate. Ou não – pode escolher simplesmente alhear-se e viver num mundo aparte. Com o advento da democracia, entre muitas lérias que nos impingiram, essa do dever cívico do voto é uma delas. Assim como a ilusão de o voto ser sinónimo de liberdade de escolha e nele poder estar o início de alguma mudança ou solução.

Votar nestas presidenciais, seja de que forma for, em branco ou ir lá fazer desenhos ou escrever palavrões, significa alinhar com a República. Responde ao apelo do dever cívico que alimenta um sistema que não é o nosso. O monárquico tem consciência que os candidatos não são entusiasmantes, pois sabe que eles provêm de uma forma de governo errada por natureza.

Onde a liberdade existe ninguém é obrigado a viver consoante padrões impostos. Ninguém deve ser coagido a escolhas nem compromissos quando não pretende participar neles, ou quando esses compromissos são por si só matéria de discordância. É um acto de objecção de consciência tão legítimo como qualquer outro.

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Equívocos de uma época sem rumo

Porque me irrita a ignorância que está por detrás da comparação do governo de Sócrates com o Estado Novo e Salazar, o seguinte trecho desfaz os mitos de quem fala do que não sabe e faz paralelos entre coisas incomparáveis. Isto para além dos exemplos da política económica do Estado Novo que em nada têm que ver com aquilo que tem sido o (des)rumo da economia política desde Abril. Não é preciso esmiuçar a história contemporânea de Portugal e do Mundo para se concluir que o Estado Novo, não obstante o interesse nacional que era priorizado, nunca impediria negócios de aquisição entre entidades privadas. Aliás não era atreito a “golden shares” de espécie alguma pois detestava confusões e nuances entre aquilo que era coisa pública e a propriedade privada – a qual era muito mais respeitada do que na “disneycracia” actual. 

 

Em nosso pensar economia nacional deve servir a Nação; é o seu fim; é a sua razão de ser. Mas por que meios se garantirá este destino? Os termos «nacional», «nacionalista», «nacionalização» aplicados à economia prestam-se a mal-entendidos, porque em muitas partes se lhes dão significados diversos; mas nós não temos dificuldade em expor claramente o nosso pensamento.
A economia nacional não pressupõe nem exige que o Estado absorva as empresas particulares e dirija os monopólios, mesmo quando a actividade destes é essencialmente um serviço público. O nosso nacionalismo é anti-socialista e desadora o estatismo, pela dupla razão de a experiência portuguesa no-lo haver demonstrado antieconómico e fazermos profissão de fé na iniciativa individual e no valor dos grandes campos de acção privada para defesa da própria liberdade humana.

António de Oliveira Salazar («Os princípios e a obra da Revolução no momento interno e no momento internacional» — Ao microfone da Emissora Nacional, em 27 de Abril — «Discursos», Vol. III, págs. 397-399 e 400-401) – 1943

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