
Sebastião Bugalho tem o peito inchado. Discorre sobre os grandes desígnios da Europa. A sua ambição é maior do que a própria União Europeia (UE). Apresenta-se como Secretário-Geral das Nações Unidas da Europa e refere diversos planos Marshall em simultâneo. Ao mesmo tempo faz lembrar o mito de D. Sebastião que surge por entre a neblina da ignorância para salvar as pobres almas lusas dessa condição fatal. Fala sobre um tudo para todos da ascensão económica e social, a possibilidade do apanhador da azeitona deixar de ser azeiteiro. O calceteiro que deve abandonar essa arte em nome da aeronáutica espacial. A peixeira tornada gourmet das ovas. Bugalho vai defender a democracia, mas omite que é um produto mediático fabricado sem provas dadas no mundo real onde contam mais as ações do que as palavras. Este embandeirar em arco é algo típico de regimes de seleções nacionais. A ideia dos Ronaldos da vida que podem resgatar equipas disfuncionais. É esse o seu cotovelo de Aquiles — a pose de estadista sem licença para governar. Mais uma vez os media servem-se do delfim para servir os seus propósitos: validar a ideia de que o embrulho vale mais do que o conteúdo. Se apenas escutássemos o Bugalho ficaríamos com a ideia de que o Sebastião é a Europa e o resto é paisagem, que os outros Estados-membros da UE não têm candidatos porventura amplamente mais competentes e capazes. De uma assentada, de repente, Bugalho domina todas as pastas políticas, todos os temas que ainda nem sequer foram inventados. Infelizmente, faz lembrar outro no qual depositávamos grandes esperanças para liderar a banda, mas que já demonstrou de um modo inequívoco e presidencial que descarrilou por completo. Os tiques sobranceiros da perda da auto-percepção já estão presentes neste jovem. O rapaz tem muita garganta, mas não sabemos muito mais. Sabemos que repete diversas vezes a expressão númerica em língua europeia: sixty-five. Para já não passa de um Bugalho e um par de botas.
Possa ele ser porta-voz de quem tenha competências, que já será um avanço, quando muitos só o são da sua própria indigência.
Sebastião da Gama (pseudónimo que o candidatou usou para receber 83000 euros, mensais, de um jornal espanhol, para fazer crónicas a revelar que Portugal estava revoltado com o governo e que 99,9% da população apoiava o PSD e Passos Coelho, acabando por ficar conhecido por ter publicado a lista de material roubado de Tancos, 11 dias antes do exército ter conseguido fazer a inventariação do material desaparecido, que foi recuperado com mais 1 caixa de very-lights, que o jornalista referiu mas, o exército não tinha esse artigo no seu inventário, pois já eram demasiado modernas para as usadas) andou a vender-se como jornalista e que tinha deixado a política activa, para aparecer como o delfim da AD (que iria mudar de nome, afinal ficou na mesma).
O PSD está a ficar com péssimos exemplos para os seus próximos líderes: Hugo Soares, mentiu, falsificou dados, quis ser membro do Chega, foi promovido a líder da bancada parlamentar onde já imita atitudes do líder da seita; Hugo Carneiro, conseguiu mentir desgraçadamente, em 4 comissões de inquérito, falsificar informação e dar entrevistas para validar essa falsificação; Sebastião Bugalho (pois o CDS passou a ser um apêndice do PSD) que se vendeu como jornalista, para voltar à política e voltar a ser jornalista especializado, nos intervalos que não seja político.
Curioso é ver que a seita (Chega) usa os mesmo métodos para defender a anarquia total, onde a seita pode liderar, pois sem ordem, é fácil eliminar todos os adversário, controlando a justiça e as forças policiais.
…e só nos pode salvar… a ganga do costume?
Subscrevo!
Deixem lá o Bugalho entrar no parlamento europeu, que vão ver todos a tremer das perninhas quando ele “botar” palavra. (Se puder interromper os outros, oiro sobre azul…).
Como diria o meu avô, “os ciganos nunca gostaram de ver bons “princípios” aos filhos”.
É por demais evidente que um candidato da direita, por muito competente que seja é sempre um alvo a abater. O Bugalho é novo, não tem experiência, nunca fez nada na vida, enfim , a narrativa do costume dos iluminados habituais.
Um bom para aquele lugar!
Temos a Catarina, a Joana, a Ana Gomes o Oliveira, por exemplo, esses sim com imensas provas dadas e obras feitas.
Coitado do puto…
Coitado do menino sem tempo…..
acho que sei o que é um bugalho , coisa que trouxe da infancia, só nao sei se com u se com o.
O bogalho é o que se espera seja qualquer candidato : um feirante fala barato. Só que este apesar das fraldas já tem a lábia toda.
O que importa é discernir o que levou á escolha, se nao foi a necessidade de feirante.
……
(este blog tem as linhas muito compridas)
Só não cairá com estrondo por ser peso leve, que é como quem diz, fogo fátuo que brilha mas não aquece (nem arrefece).
Deixem lá o puto mamar e crescer que os padrinhos sempre lhe darão uma ajudinha! E a feira ainda está a começar…
Tendo a concordar, com a análise feita. E ainda a Procissão vai no Adro.
Realmente, não se entende,com tantos(e “bons”) fulanos,sicranos e beltranos da pulhitica era preciso ir buscar um joven fora da caixa e do circo habitual?