Amanhã será oficialmente lançado o think tank International Affairs Network, liderado por Inês Calado Lopes Domingos, que muito simpaticamente me convidou a contribuir para a primeira publicação desta organização, subordinada à temática do Brexit. Trata-se de uma associação que, numa época de turbulência à escala global, se propõe reflectir sobre o futuro da ordem internacional liberal e o papel de Portugal nesta. Aqui fica o site, onde entre artigos de Nuno Sampaio, Carlos Coelho e outros autores, podem encontrar o da minha autoria, “The United Kingdom in the balance of Europe and of the international liberal order”, em que procuro enquadrar o Brexit na longa história da política externa britânica e mostrar por que razões é uma no-win ou lose-lose situation.
Lançamento do International Affairs Network
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Embora o Parlamento -Legislativo- no RU tenha conseguido, em votação, a última palavra sobre “qual Brexit” … tudo afinal dependerá apenas do facto de o futuro PM -Executivo-, seja ele quem for (Boris J. ou J. Corbyn) vir a ter, ou não ter, a maioria no Parlamento. Afinal como em Portugal.
Grande diferença existe. A conduta nas votações, nos respectivos parlamentos, é o “de quem” dependem eleitoralmente os parlamentares.
No Reino Unido dependem dos seus circulos eleitorais.
Em Portugal dependem da fidelidade ao chefe do partido.
A conduta de controlo que um parlamento pode e deve ter em relação a um PM em exercício ficou claramente patente no caso Brexit. O Parlamento no RU primeiro conseguiu (contra a vontade da PM, Teresa May) legislar no sentido de ter a última palavra sobre “qual Brexit”. E por aí fora.
Em Portugal um PM, a seu gosto pessoal, e sobretudo a gosto dos lóbies que o rodeiam teria feito, sem controlo parlamentar, um “seu” qualquer Portexit.
Dá que pensar.