Envie-se um exemplar do que muitos chamam “bem nascidos” para uma universidade estrangeira, de preferência no Reino Unido ou nos EUA, dê-se-lhe palco e, com uma elevada probabilidade, não será preciso aguardar muito para assistir a exposições públicas de presunção e ignorância atrevida típicas de estrangeirado. Nem vale a pena falar sobre a perniciosidade dos rankings, sobre como no mundo globalizado em que vivemos o acesso à informação e o labor em prol do conhecimento podem ser realizados em qualquer parte do planeta, sobre como há bons e maus docentes e discentes em toda e qualquer universidade (como em qualquer instituição ou profissão) ou sobre como todas as universidades portuguesas contam nos seus quadros com pessoas que estudaram nas ditas melhores universidades do mundo – o caso da Universidade da Beira Interior é, aliás, paradigmático, tendo docentes e investigadores formados por muitas das melhores universidades estrangeiras e nacionais e estando a crescer rapidamente, com a procura (nacional e internacional) a exceder largamente a oferta. O fenómeno não é novo e não deixa de ser curioso que muitos dos seus protagonistas façam parte de certa sociedade de corte. Muitos até fazem e fizeram carreira cá pelo burgo à custa do seu grau académico estrangeiro e andam há décadas a espalhar por aí o seu alegado perfume de classe, a que se agarram com uma força proporcional ao temor de serem desmascarados por aqueles que, de origens modestas e/ou com uma visão menos paroquial do país e do mundo e/ou apenas tendo estudado cá pelo burgo, sabem mais a dormir que eles de olhos abertos.
O eterno retorno de certo tipo de estrangeirados
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Ai, como eu concordo consigo!
Certamente, o apelido conta, caso contrário talvez nem lhe ocorresse publicar este artigo. Mas é tudo verdade o que diz e quanto a mim , “este discente” tem a mente muito “embrogliada”. Pouco ou nada aprendeu com o pai.
É o que temos………
infelizmente!
Não é só no ensino que isto acontece. Até o emigrante que esteve a trabalhar na França ou na Alemanha pretende fazer figura com isso contando a todos os que tenham paciência para o ouvir que lá é que há uma sociedade perfeita.
No fundo… continuamos uns provincianos.
Trata-se de um miúdo deslumbrado e sem experiência de vida; não creio que valha a pena perder tempo com ele.