Nesta altura do campeonato, inclino-me para votar na Aliança de Santana Lopes. Mas se o Miguel Morgado se tornar líder do PSD, o que seria óptimo para o partido e para o país, ficarei perante um enorme dilema. De resto, provoca-me bocejos ouvir tantos putativos virgens impolutos (Rio segue destacado na liderança) que se escandalizam com agitações e alegadas tentativas de golpes palacianos porque, pasme-se, os agitadores só estão preocupados com lugares, como se, em democracia, a política intra-partidária fosse outra coisa que não isto e como se não andassem eles próprios nestas lides há décadas. Ide ler Maquiavel e relembrar que a política, num sentido restrito, é a conquista, manutenção, exercício e expansão do poder político. Se são inábeis nas últimas duas (como Rio demonstrou à saciedade durante o último ano), sofrem as consequências. É a vida, ou como diria Paulo Portas, “as coisas são o que são.”
Da agitação no PSD
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o ex-psd afogou-se no rio
https://observador.pt/opiniao/onde-vais-r io-que-eu-canto/ (https://observador.pt/opiniao/onde-vais-rio-que-eu-canto/?fbclid=IwAR1iyRtLcJHEIwgvpvHYHGK3vlwYGfFmhNhsX1RCspGJ_RfLhH8Zk1yrO68) “O caso do dr. Rio – de que o longo mas desnecessário texto acima serve de introdução(ver o artigo inteiro) – é mais grave. Por norma, os políticos desfilam incultura para favorecer a sua agremiação. Aqui, é ao contrário. O dr. Rio passou pelo Colégio Alemão, pela Faculdade de Economia e pela vida em geral e, não obstante, conseguiu chegar aos 60 anos convencido de que o PSD é um partido de esquerda. Pior: todos os “notáveis” apoiantes do dr. Rio acham que o PSD é um partido de esquerda, que pertence à exacta esquerda representada pelo PS e que não deve obter nenhum voto que não se destinasse originalmente ao PS, cujo eleitorado aliás não desejam beliscar.
No fundo, o dr. Rio e o seu séquito não imaginam qual a utilidade do partido que conquistaram e, depois de reflectidamente renunciarem a constituir-se alternativa ao socialismo, concluem que a utilidade é nula. Não exagero: divagando em nome desta extravagante seita, a célebre pensadora Ferreira Leite prefere que o PSD encolha para valores residuais do que mereça a simpatia dos dois ou três milhões de reaccionários que o têm sustentado desde 1975. Não me lembro, em toda a História Universal dos Projectos Obtusos, de uma rapaziada tomar conta de um partido com o propósito de o afundar de seguida.”