Pedro Marques, o maquinista-salvador

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Apenas para relembrar certos tema-bandeira que serviram para tantos lançamentos políticos. Ora bem, temos a OTA e o novo aeroporto inter-galáctico; tivemos o TGV e a viagem relâmpago a Madrid em 25 minutos; e agora, como pobre remediado, de solas gastas, lá aparece o super-ministro do Planeamento (planeamento do quê?) Pedro Marques a fazer gala do anúncio da compra de 22 comboios para a falida CP, que traduzido em linguagem de geringonça, – no valor de 168,21 milhões de euros, considerando o ministro da tutela que este “é um marco histórico”. Marco histórico de atrasos, de mordomias de sucessivos conselhos de administração incompetentes, de nomeações políticas para cargos de direcção, de composições prontas para a sucata, de linhas que não nos levam a parte alguma, de dinheiro deitado fora, e que, ainda por cima, nem sequer agitam as águas daquele chavão socialista de apeadeiro: o famoso “desenvolvimento do interior e a regionalização”. A CP é a Lehman Brothers de Portugal – é tóxico e pouco recomendável. Não há volta a dar. O bilhete é de ida apenas. Para o descalabro total – socialismo sobre rodas.

2 Comments

  1. Anónimo

    até à minha reforma contava-se no Alto-Alentejo que descansa na ‘Pás dos senhores’ a respeito do comboio do ramal de Cáceres
    ‘llega cuando llega … se llega’ 

  2. Anónimo

    passagem de nível sem guarda
    « atenção aos comboios: pare, ‘scut’ e olhe »

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