
António Costa é o vosso primeiro-ministro. É o CEO de Portugal que deveria ter uma visão de investimento baseada em fundamentals – ou seja, o exacto oposto de especulação. Fica demonstrado, citando Nassim Taleb, que não tem skin in the game na política que apregoa. Ou seja, tem a sua personalidade repartida por ideologia da treta e a ânsia de ganhar uns cobres. A operação de compra e revenda do apartamento, com o intuito de realizar uma mais-valia considerável é inegavelmente a expressão máxima de capitalismo feroz, cego, surdo e mudo perante as agravantes e atenuantes dos intervenientes em questão. António Costa & Tadeu, Lda visaram o lucro, o ganho fácil. Substituíram os azulejos rachados da casa de banho da ex-senhoria, desbastaram as madeiras carunchadas do corredor, passaram Rouboiliac pelas paredes e remataram com um novo valor de mercado, aproveitando a onda tuc-tuc do Turismo para forasteiros que Medina apregoa como fé maior do seu sucesso. Isto é socialismo – a oportunidade flagrante para rasgar por um atalho para ganhar umas massas, doa a quem doer, custe a quem custar. Sórdido, deplorável e miserável que o primeiro-ministro se tenha esquecido do prazo legal para comunicar ao Tribunal Constitucional a promoção imobiliária da Remax. Mas há mais. A escalada monetária e a ambição destes arrivistas pode revelar alguns défices de sofisticação. Continua prática comum apostar no cavalo imobilário. E isso acontece porque os proponentes são genuinamente ignorantes em relação a veículos de investimento que, dada a sua natureza, exigem estudo, saber geracional e considerações espraiadas numa dimensão temporal mais alargada do que a mera especulação momentânea. A noção de património e riqueza é algo cultivado de pais para filhos e de um modo ético. Não me supreende a arte de feirante que António Costa usou para arbabatar o T0 à velha. No entanto, o Pablo Iglésias e senhora já foram mais longe. António Costa e esposa lá chegarão. Mas ainda têm que fazer crescer o seu portefólio.
Prof com quem trabalhei em Paris
chamar-lhe-ia ‘emmerdeur’
por ser pior que um Phtyrus inguinalis pubis
porque ‘il y a beaucoup de merde ici’.
‘il faut qu’il se demmerde tout seul’
porque ‘nos emmerde tout le temps’
‘il travaille pas … is s’agite’
Será que nomear deputados é lucrativo. Sucessivas ARs sempre foram constituidas, e continuam a ser, por nomeados pelos seus respectivos. Trabalham para os seus respectivos partidos. Basta ouvir as acaloradas defesa que fazem dos seus respectivos Sportings e Benficas, pelo que afinal deviam ser (bem) pagos, clubisticamente, com fundos próprios dos seus respectivos partidos.
Se algum dia tiverem que ser eleitos -por via de serem os vencedores- nos seus respectivos círculos eleitorais, aí sim, os Srs. candidatos a Deputados, eles mesmos, poderão optar entre serem Srs. Deputados, com um digno e adequado vencimento, ou enriquecer fora do então Honroso Hemicíclo. Por conta própria ou mesmo com um bom emprego no privado.
Serviço público ao mais alto nível, no Legislativo, tem que ter por base mérito, e será sobretudo valorizado -pessoalmente e pela colectividade- com Honra e … consequente re-eleição. Não valorizado por discutíveis benesses ainda por cima provenientes de um parco erário público. Assim só inspiram indiferença, desprezo e/ou inveja. Tudo muito constitucional, diga-se.
Mas parece que o maior perigo(se acreditarmos nos populistas do regime abrileiro)afinal é o “populismo”e a “nãoseiquêfobia).