Arrastão de Alcochete

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José Sócrates detém uma quota-parte da responsabilidade em relação ao sucedido em Alcochete. O facto de andar a fintar a Justiça com artimanhas de toda a espécie, instiga nos demais concidadãos a ideia de impunidade – a noção de que é possível prevaricar, adiar o sistema jurídico à exaustão, e sair em liberdade a tempo de ver a final da Malga de Portugal. Ou seja, os cerca de 50 encapuzados que se fizeram à Academia do Sporting levavam debaixo do braço marretas, mas também teses alicerçadas no argumento “apanha-me, se puderes”. Por outro lado, Bruno de Carvalho lembra António Costa, mestre da normalidade pós-flagelo, sem mazelas traumáticas a apresentar. Pedrógão e Alcochete partilham o adjectivo – “foi chato, mas amanhã é um novo dia.” Ambas as patologias são afinal a mesma doença decorrente da ausência de verdade e consequência. Assim anda Portugal – há tanto tempo. Se não cuidarem de certas premissas o bico de obra será ainda maior. Costa gosta muito de comissões e autoridades. Venha de lá mais uma para encher o olho.

1 Comment

  1. Martim Moniz

    Exacto,os mesmos que deixam chegar tudo a este estado(em nome das liberdades)agora é que se armam em grandes estadistas(quando o caldo está há anos a ser preparado por trauliteiros-dirigentes do futebol incluindo esse agora sob os holofotes).A única coisa de relevo(para além dos lugares comuns por parte de toda uma fila de papagaios do regime)que ouvi foi da parte do senhor presidente-comentador(aquele senhor que anda a anestesiar os tugas com beijos abraços e discursos liricos)quando disse que em Portugal(só não disse nomes)havia gente muito boa a fingir.Ahhhhhhhhh 

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