Portugal? Isn´t that in Spain.

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Há uma boa dúzia de anos visitei Portugalete, Bilbau. Mas isso não vem ao caso. O que vem ao caso é a preocupante constatação de que os meus compatriotas, que agora vêm em força a Portugal, são apenas turistas. Ou seja, na maior parte dos casos envergonham-me – “Oh, wow! Isn´t that neat?” ou “Are you good?”. Enfim, deixem-nos vir à vontade para deixar o pilim, mas não lhes perguntem sobre o Brexit, sobre as eleições na Áustria, sobre a Troika – eles pouco ou nada sabem. E foi essa insularidade existencial que elegeu Trump. Tenho a nacionalidade, mas sou crítico como o raio em relação ao dossiê. Não confundamos certas coisas. A “inteligência” americana existe no topo do topo da Ivy League, nos centros de investigação confortados pelas dotações milionárias de civis que escalaram com labor e suor a pirâmide da sociedade. Os americanos que me confortam são aqueles que não tornam à federação. São aqueles que têm uma epifania repentina (não são todas repentinas?) e decidem que ainda vão a tempo de cultivar vistas largas e abandonam a América com a carga pronta e metida nos contentores. Eu sei, também se pode tecer críticas ao atraso de vida em Portugal. Mas hoje não estou para aí virado. Acho que fiquei mesmo irritado quando ontem me cruzei com um compatriota relativamente vocal que envergava uma sweatshirt com o seguinte estampado: “Detroit Dog Savers”. E pronto. Fico-me por aqui. Hoje há bola?

1 Comment

  1. Weltenbummler

    no rectângulo
     Los locos fingidos, doblemente falsificados en la ficción, saben cómo actúan los auténticos y capturan sus patrones para imitar verosímilmente sus manías, gestos y alocución. Jerónimo de Mondragón dedicó varios capítulos de su irónico tratado a los beneficios de esta impostura (XXXI-XXXIII), coronándolo con una imagen correspondiente al mote “stultorum, infinitus est numerus” 

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