
A Padaria Portuguesa diz que “o espírito de equipa vale muito mais do que salário base”. O que dirão os colaboradores? A continuar assim, o CEO da empresa ainda vai ganhar o “prémio europeu de carcaça do ano”. Nuno Carvalho insulta o trabalhador ao sugerir que as regalias são mais que muitas e que compensam a falta de nível do salário. Passo a citar: “cada vez que nasce um bebé, oferecemos um creme e um babygrow e escrevo um postal de aniversário personalizado a cada um dos trabalhadores.” – maravilhoso, lindo, comovente. Como pensa ele que funciona o capitalismo-social? Não é assim. Os colaboradores da Google ou Amazon participam nos lucros. Seja na forma de stock-options, seja através de dividendos, seja através da distrubuição de bónus financeiros em função do bottom-line, do desempenho das operações. A Padaria Portuguesa está tão orgulhosa do seu milagre da multiplicação do número de lojas e da contratação de mais 500 colaboradores, que atira aos seus detractores, subentendido claro está, que “deve” ser o “principal” responsável pela queda da taxa de desemprego em Portugal. Nas empresas a sério, com ambição global, não andam a distribuir cremes para o rabinho.
Coimbra 1952 falava-se da existência da padaria
‘A. Bramão & H. Raqui’
hoje estaria na moda
Não parece que seja tudo o que foi dito.
Acontece também que padaria concorre com padaria não com a Google ou o Facebook.
Demagogia contra demagogia, na melhor das hipóteses.
Se tiverem um modelo de negócio são, até podem mudar de ramo. Não interessa se são padeiros ou informáticos. Aqui tem exemplos de ousadia…
https://www.therichest.com/business/com panies-business/six-companies-that-chang ed-direction-and-found-success/