
1. A meio do dia almocei na tasca do sr. Oliveira e no preciso momento em que sabia estar a decorrer a votação no parlamento catalão, pedi-lhe que sintonizasse o 212, pois o homem tem contrato com a NOS. Segui com espanto toda aquela indigna trapalhada para lamentar, sobressaindo entre tudo a ostensiva e vergonhosa cobardia em modos de ópera bufa diante de meio mundo, a visível cobardia no momento exacto quando após a saída em massa da oposição, os que ficaram exigiram proceder à votação pela primeira vez em segredo, temendo a consequência cível do acto. Os que votaram no!, agora apodados de traidores, fizeram questão de mostrar à imprensa o seu súbito encolher de nádegas. Uma barriga satisfeita sempre é uma barriga satisfeita, o resto é marginal. Edificante independência e pobreza de espírito, sem dúvida. Cobardes mas gulosos, sem dúvida.
Neste momento, já anoitecendo, a independência é tão real como a bandeira do Reino de Espanha ainda flutuar no topo do Palácio da Generalitat.
…e passando adiante,
2. A reacção do governo português foi a que se esperava de um país que é um dos mais antigos e sólidos da Europa. Não embarcou nem em entusiasmos de “mortes”, nem em “águas” passadas, ficando reconhecidamente ao lado da legalidade de um Estado de Direito, aliás, um país onde os súbditos da Dinastia de Bourbon usufruem incomparavelmente de muitas mais liberalidades e liberdades do que os cidadãos da cada vez mais nefasta república portuguesa. Se Santos Silva usou o habitual patois diplomático frisando a posição portuguesa, Costa foi mais directo e não deixou a menor dúvida quanto a este tema.
Esteve muito bem, o governo português.
3. Como também bem esteve aquando da histeria imediata ao Brexit, no preciso momento em que no areópago de Estrasburgo ulularam gritos de vingança desmiolada contra quem se tinha atrevido a apontar o dedo a certas prepotências que por cá bem sabemos. Há uns dias ouvimos o sr. Juncker mostrar ao Paulo Dentinho o seu recolher de unhas. Faz bem, pois pelo menos aprendeu qualquer coisa, enquanto o governo de Lisboa foi quiçá o único que manteve a calma e disse o que devia ter sido dito pelos restantes 26.
Hoje recebemos a visita do excêntrico Boris Johnson. Para quem não tenha entendido, veio cá invocar precisamente aquele tratado assinado nos tempos de D. Carlos I, o tal que confirmou todos os outros antecedentes. Foi expressamente mencionado por quem vindo de Londres nos visitou e o MNE, atendendo à política externa do Estado que deve ser coerente com os interesses do mesmo, agiu em conformidade. Não há como fugirmos. Em Lisboa os britânicos terão sempre um porto seguro, o resto não interessa, politicamente não risca coisa alguma.
Excelente.
continuamos a fazer as nossas necessidades.
anrónio das mortes, sem amigos na EU, agacha-se sempre em relação ao exterior, mesmo que sejam ‘amigos de Pemiche’
dentro é para ‘inglês ver’
muita falta faz quem escreveu
‘o voo da pássara’
Imagine o que dele diriam hoje.
Noticia de hoje nos jornais fora de Portugal: Em portugal pode adquirir um Iphone por 5 euros. https://producaoindustrialblog.com/2017/1 0/28/how-people-in-portugal-get-the-new-i phone-x-for-only-5-e/