Assassinos no Poder

A aldeia de Gardete riscada do mapa. A Guarda a acorrer na evacuação desesperada. Bombeiros sem comida.

A esta hora deputados enfardam faisão.

Contribuintes contribuem, distribuintes distribuem; o abismo é infindo.

Entretanto chegou o fogo aos turistas, em Albufeira. Não há ambulâncias. A ministra da Morte desapareceu.

Penso nas pessoas que vinham ao meu mural, irritadas com a minha insatisfação perante a falência da nação, mandar-me para a Somália onde não há Estado.

Pois bem, estou num sítio pior onde há um Estado que mata.

1 Comment

  1. Anónimo

    Decididamente a “Indústria do apagar fogos” ganhou.
    Quantas compras, do Estado,  de quanto material, de serviços e de meios humanos?. Quantos empregos, do Estado, hierarquias e regalias a condizer ?.
    O antes. O durante. O após os fogos.
    Isto sendo certo que a partir de uma certa dimensão os fogos apagam-se, sim, por eles mesmos, pois chegaram ao fim da linha. Basta olhar.

     Um combate que a “Prevenção dos fogos” perdeu. Simplesmente não teve, não tem argumentos, “meios”, para contrapor à outra, à indústria concorrente. A Prevenção não teve hipótese. Não terá?.

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