A aldeia de Gardete riscada do mapa. A Guarda a acorrer na evacuação desesperada. Bombeiros sem comida.
A esta hora deputados enfardam faisão.
Contribuintes contribuem, distribuintes distribuem; o abismo é infindo.
Entretanto chegou o fogo aos turistas, em Albufeira. Não há ambulâncias. A ministra da Morte desapareceu.
Penso nas pessoas que vinham ao meu mural, irritadas com a minha insatisfação perante a falência da nação, mandar-me para a Somália onde não há Estado.
Pois bem, estou num sítio pior onde há um Estado que mata.
Decididamente a “Indústria do apagar fogos” ganhou.
Quantas compras, do Estado, de quanto material, de serviços e de meios humanos?. Quantos empregos, do Estado, hierarquias e regalias a condizer ?.
O antes. O durante. O após os fogos.
Isto sendo certo que a partir de uma certa dimensão os fogos apagam-se, sim, por eles mesmos, pois chegaram ao fim da linha. Basta olhar.
Um combate que a “Prevenção dos fogos” perdeu. Simplesmente não teve, não tem argumentos, “meios”, para contrapor à outra, à indústria concorrente. A Prevenção não teve hipótese. Não terá?.