a brincar, a brincar, há um problema que se espalha de forma silenciosa e que promete ser mais gravoso, destrutivo até, do que esta sucessão de horrores que temos testemunhado de há trinta e oito dias a esta parte.

dia a dia, mês a mês, euro a euro, a geringonça vai minando o poder administrativo – finanças, conservatórias, tribunais, tudo onde se decida ou empate – com apaniguados prontos a servir de fiscais, delatores e porque não mesmo executores da ideologia vigente.

ora este efeito propaga-se em cascata, empossando sevandijas sequiosos de mandar, desde a cúpula senatorial até ao mais bairrista dos caciques de condomínio. 

cedo virá o dia em que toda a gente dissonante viverá com o temor de ser, da noite para o dia, embrulhada em processos, acusações, purgas. vide o caso do professor pedro arroja.

a tal situação corresponderá um potencial, inédito em Portugal, para a guerra civil.