
Os artistas não são culpados, mas um boicote à EDP não seria mal-visto. Já não é prestigiante ser patrocinado pela EDP, como não é politicamente recomendável subscrever a multinacional americana Monsanto. A humanidade, quer o deseje ou não, terá de enfrentar dilemas éticos. Os homens definem-se também pelas companhias que escolhem. Com tanta prosápia da marca Sobral sobre “salvar o mundo do cinismo e dar guarida a refugiados”, não seria de todo desadequado se um intérprete ou outro desse um coice na mão que dá pão para a boca. Mas o cachet é irrecusável. E os artistas fecham os olhos à corrupção. Dinheiro sujo é lá com eles. Actvismo político é uma coisa muito bonita, mas não passa disso.
Houve uma “premiére ” do Festival EDPCool Jazz, com mais artistas da empresa….