A Fé

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Bento XVI definiu a Fé como um Dom da Liberdade.

É uma das definições mais belas que li sobre a Fé. Bela pelo seu conteúdo, pela sua simplicidade , bela porque descomplica  uma questão complexa. O seu autor marcou-me pela inteligência, pela cultura , pela timidez e pela sua dimensão intelectual de gigante. 

Neste mês de Maio celebra-se Maria e ano após ano, eu pecador confesso, inundo os meus olhos,  com as manifestações de fé que os peregrinos anónimos, vão revelando. Só quem lá tenha ido compreende o sentido de Fé que move aquelas almas.

Por a Fé ser um Dom da Liberdade, ninguém obriga ninguém a acreditar, mas também ninguém tem o direito de criticar a Fé  de quem a tem.

Tristes os que não tendo Fé tentam cercear diminuir e ridicularizar os que a têm. 

 

Gostaria um dia de ser tocado por essa Fé.

Vergo-me perante  Maria na esperança de um dia poder sentir o seu coração de Mãe.

3 Comments

  1. pito

    Amaral, você, como muitos, tem andado na procura, pensando, no cultivo da lógica. E creio que já lá chegou: viver com esse Dom.

    Como eu, e como muitos, ‘precisamos de um sinal’. Mas, cegos, não o vemos, apesar de berrantemente visível mesmo ao nosso lado… Apesar de muitos o verem: por isso nos saúdam e respeitam por o verem junto a nós.
    Acredite, para actuar. É um abençoado por Deus.
    eao
  2. JgMenos

    A ausência de fé quanto à existência do Divino é muito improvável. Negar Deus requer tanta fé como afirmar-lhe a existência.
    A Fé num processo de ‘salvação’ é que integra o sentido da religião e, como bem diz a Igreja Católica, é Graça Divina.
    Aqui a coisa complica-se porque para  obter essa graça é dito que o requerente tem que se pôr a jeito – e ninguém sabe bem o que isso seja. Diz-se no entanto, que quando a Morte ‘se lhe agarra ao pescoço’ , esse é um momento muito favorável à obtenção dessa Graça.

  3. pito

    Amaral, tenho pena…

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