
Bento XVI definiu a Fé como um Dom da Liberdade.
É uma das definições mais belas que li sobre a Fé. Bela pelo seu conteúdo, pela sua simplicidade , bela porque descomplica uma questão complexa. O seu autor marcou-me pela inteligência, pela cultura , pela timidez e pela sua dimensão intelectual de gigante.
Neste mês de Maio celebra-se Maria e ano após ano, eu pecador confesso, inundo os meus olhos, com as manifestações de fé que os peregrinos anónimos, vão revelando. Só quem lá tenha ido compreende o sentido de Fé que move aquelas almas.
Por a Fé ser um Dom da Liberdade, ninguém obriga ninguém a acreditar, mas também ninguém tem o direito de criticar a Fé de quem a tem.
Tristes os que não tendo Fé tentam cercear diminuir e ridicularizar os que a têm.
Gostaria um dia de ser tocado por essa Fé.
Vergo-me perante Maria na esperança de um dia poder sentir o seu coração de Mãe.
A ausência de fé quanto à existência do Divino é muito improvável. Negar Deus requer tanta fé como afirmar-lhe a existência.
A Fé num processo de ‘salvação’ é que integra o sentido da religião e, como bem diz a Igreja Católica, é Graça Divina.
Aqui a coisa complica-se porque para obter essa graça é dito que o requerente tem que se pôr a jeito – e ninguém sabe bem o que isso seja. Diz-se no entanto, que quando a Morte ‘se lhe agarra ao pescoço’ , esse é um momento muito favorável à obtenção dessa Graça.
Amaral, tenho pena…