Mais grave que as faltas e verdadeiramente inacreditável é, em primeiro lugar, o regime permitir que se acumulem cargos políticos que deveriam exigir uma dedicação a tempo inteiro – no caso, os cargos de vereador da Câmara Municipal de Lisboa e de deputado ao Parlamento Europeu – e, em segundo lugar, a falta de vergonha daqueles que, como João Ferreira, independentemente de o regime não o impedir, se permitem esta desfaçatez – e isto aplica-se a todos os partidos. Afinal, nem tudo o que é legal é lícito ou legítimo.