
O Partido Socialista (PS) está a ter dificuldades em engolir em seco. Não está a conseguir encaixar o que se está a passar e a Ana Catarina Mendes Pedroso é o exemplo vivo de alguém que ainda não entendeu as transformações em curso no nosso mundo. Sempre existiram bons e maus comunistas, péssimos e excelentes social-democratas ou medianos e magníficos socialistas. A Taxa Social Única simplesmente não serve de bitola do que quer que seja. Em causa está a natureza parcelar da Política. São causas avulso que permitem distinguir uns de outros. Ora assumir de antemão a vontade de outrém roça a sobranceria autoritária. Sempre dei o braço a torcer e aplaudi a iniciativa do homem livre, desprovido de ensinamentos de mestres e ideologias caducas. Não se podem erguer muros em torno de reservas oportunistas. Até parece que a concertação social é uma invenção do Largo do Rato e da Esquerda. Errado. Desde sempre, desde Chicago, se quisermos, as negociações entre trabalhadores e patrões, assalariados e pagadores, decorreram, tratando essencialmente de matérias validadas intrinsecamente e não por ditames ideológicos. O Partido Social Democrata ou o Bloco de Esquerda, para todos os efeitos, podem e devem quebrar a “alegada disciplina ideológica” que o PS reclama como regra de ouro. Isso faz vibrar a democracia. Existem social-democratas comunas, como existem socialistas de extrema-direita, mas não significa que sejam nem peixe nem carne. Se não querem ver com olhos de ver, então estão metidos em grandes sarilhos. A NATO já não é a NATO, a União Europeia já não é a União Europeia, a Presidência dos EUA já não é a Presidência dos EUA, mas o PS continua igual a si. Geringonças há muitas. Depende da perspectiva.
A jogada do Costa até era interessante…
Enquanto os cofres ainda estavam cheios deu umas benesses e com isso viabilizou a geringonça, durante um ano a coisa foi….
Mas a almofada deixada pelo Governo anterior estava a ficar cada vez mais pequena e as exigências dos parceiros da geringonça eram cada vez maiores…
Mas o Costa tinha um trunfo na manga chamado, coerência ideológica da Direita ou seja, sempre que não houvesse acordo ás Esquerdas a sua oposição á Direita viabilizaria , era a ordem natural das coisas, pensou Costa …
Mas em janeiro terminou a tolerância dada pelo BCE e progressivamente diminuiu a compra de divida portuguesa e a consequência disso foi a Republica Portuguesa ter pago 4,22% na ultima emissão de divida.
Foi o sinal e Passos Coelho não é um aprendiz de Politica , perante a opção de não viabilizar a descida da TSU, que a geringonça não viabilizou mas que o Governo se comprometeu em aprovar, não hesitou em deixar o Costa com o “menino nos braços” .
A partir de agora, com os juros cada vez mais altos, sempre que for necessário Governar e tomar medidas para garantir o financiamento da Republica portuguesa ou há acordo á Esquerda ou então não é viável um Governo Socialista , minoritário, com menos deputados do que o maior partido da oposição ….