A todos os que desdenham Portugal, a pátria, o futebol e a Selecção Nacional

Já raramente leio Alberto Gonçalves, um ídolo dos nossos pseudo-liberais. Também eu, há uns anos, o lia e partilhava avidamente. Entretanto cresci, amadureci intelectualmente, li mais umas coisas e compreendi os vários erros dos simplismos dos nossos pseudo-liberais. Todavia, hoje caí no erro de abrir esta crónica que foi partilhada por alguns dos meus “amigos” do Facebook. A todos os que desdenham Portugal, a pátria, o futebol e a Selecção Nacional, permitam-me parafrasear Cristiano Ronaldo: Que se fodam!

15 Comments

  1. Anónimo

    Há países que davam o c* e oito tostões para estarem na final do Euro 2016. Países com a Inglaterra, cuja mediocridade da sua equipa de futebol é inversamente proporcional à cagança dos ingleses. 
    Mas para os liberais da treta, os portugueses hoje não podem estar muito contentes, porque para eles só os países ricos é que podem vencer títulos internacionais de futebol. É engraçado como os “nossos” liberais têm o mesmo preconceito contra nós que os estrangeiros. Veja-se a má vontade e a inveja com que quase toda a Europa encara a possibilidade de Portugal vencer o Euro 2016.

    É por estas e por outras que tem de haver uma limpeza na política nacional. O Costa não serve, mas o Passos Coelho e toda a pandilha hipócrita de liberais que come acriticamente toda a porcaria mafiosa que emana de Bruxelas (ex: a resolução dos bancos em Portugal serve para proteger os contribuintes sim, mas não são os contribuintes portugueses que são “protegidos”, são os alemães, os holandeses e os franceses…), também tem de desaparecer de cena. O PSD então está infestado de federalistas. Temos de ter quem DEFENDA os NOSSOS interesses!

  2. Rodolfo

    “As pessoas não são “seres livres” metafísicos que podem desligar-se de todos os seus valores herdados e ligações comunais e escolher “livremente” os seus fins como os liberais supõem” – Ser um Ser social significa que se deixados para escolher livremente (e individualmente), os elementos da sociedade escolherão ter ligações e relações entre si. Ser social é precisamente escolher voluntariamente relacionar-se com outros, e não com coerção. Se for preciso coerção para que determinados elementos sejam ‘sociais’, então não são sociais de todo. 

    Não entendo a sua crítica ao liberalismo. Poderia-me explicar melhor, se é que não entendi?

  3. José7

    Já não era charlie e depois do que o payet fez ao Ronaldo, com o consentimento do ‘árbitro’, e mais a canalhice com as luzes na torre eiffel, com aqueles facínoras que têm os museus cheios de coisas roubadas só são muitas as que se perdem.

  4. Pseudo Liberal

    Até achei a cronica bastante no ponto. Acho que isso faz de mim um pseudo liberal simplista.

    Será que passámos mesmo a ser assim tão grandes com esta vitória?

  5. Terry Malloy

    Mas pseudo- (falsos, enganadores) porquê?

    E “desdenham Portugal, a pátria, o futebol e a Selecção Nacional” tudo por atacado? São sinónimos, equivalem-se, confundem-se?


    Ou desdenham meramente a felicidade do pontapé na bola na antevéspera da bancarrota? 


    Talvez alguns tenham filhos pequenos que não comem títulos europeus…

  6. José Lima

    Obviamente que a vitória da selecção nacional não resolve imediatamente quaisquer das questões que o tal Gonçalves enuncia. Mas o que escapa a este último, no seu enviesado pedantismo intelectual, é que a resolução dessas questões também passa mediatamente por esta e outras vitórias,  pela auto-estima, autoconfiança e auto-segurança que as mesmas insuflam, como bem sabem todos os da minha geração – os que estão agora entre os 45 e os 55 anos – e que também por falta das mesmas vitórias durante tempo demais se sentiram quase ontologicamente inferiores a boa parte dos restantes europeus.

  7. Terry Malloy

    “Todos os da minha geração […] por falta das mesmas vitórias [no futebol] durante tempo demais se sentiram quase ontologicamente inferiores a boa parte dos restantes europeus”.


    Mas julgo que é esse mesmo o ponto que procura fazer o Alberto Gonçalves: o drama que é sentirmo-nos cheios de “auto-estima, autoconfiança e auto-segurança” quando uma equipa de futebol ganha um torneio (em que, refira-se, nenhum de nós calçou uma chuteira que fosse…) e sentirmo-nos “quase ontologicamente inferiores” quando essa equipa perde.


    Nunca conheci um homem de valor que fizesse o seu sentido de amor-próprio depender dos resultados duma equipa de futebol.


    Em que ele não jogasse.

  8. João José Horta Nobre

    Eu não desdenho Portugal, nem o futebol, apesar de ser um desporto que assumidamente não aprecio (considero que é uma seca sem interesse…). Mas que isto é desproporcional, lá isso é. O povo está na merda e na merda vai continuar. Os únicos que ganham com a vitória da seleção nacional de futebol, são os jogadores que já são milionários e vão ficar ainda mais milionários e toda a máfia futebolística em torno dos mesmos. Resta apenas saber é o que diria Freud disto tudo:

    http://historiamaximus.blogspot.pt/2016/07/o-que-diria-freud_12.html

  9. José Lima

    Sublinho que usei o advérbio “quase”: o amor-próprio – pelo menos, o meu – não depende obviamente das vitórias ou derrotas de uma equipa de futebol (que, no caso, convém não esquecer, é uma selecção, uma representação nacional), ainda que uma quota-parte dele (confesso-o) também passe por aí (não sou um ser socialmente isolado, pois faço parte de uma nação que é a portuguesa). E não deixo também de confessar que me aborrecia ver sistematicamente alemães, espanhóis, franceses, italianos e holandeses ganhar estas coisas, mas jamais os portugueses; e, no meu caso, foram quase cinquenta anos deste fado…

  10. Terry Malloy

    Compreendo o que diz e o advérbio faz, evidentemente, diferença.

    Não está em causa o gozo com a vitória numa competição desportiva, para mais referente ao desporto nacional e o mais apreciado no mundo.

    Todas as nações mais prósperas, mais “evoluídas”, mais política e civicamente letradas do que a nossa vivem furiosamente as suas práticas e os seus sucessos desportivos, das regatas no Tamisa à NFL.

    Mas não esgotam o seu sentido de valor próprio nessas práticas e nesses sucessos. Nem sequer o centram neles.

    Esse é que é o ponto. A “eucaliptização” da realidade pelo futebol em Portugal.

    Ainda que seja um sintoma, e não uma causa, mete impressão.

    Quanto ao resto, também sou fã do jogo.

    • José Lima

      <i>Mas não esgotam o seu sentido de valor próprio nessas práticas e nesses sucessos. Nem sequer o centram neles.</i>

      Concordo naturalmente. Que tais sucessos nos inspirem e sirvam de estímulo para melhorarmos a nossa realidade, tudo bem! Para nos alienarem dessa mesma realidade, não!

  11. Luis

    Ha’ 2 semanas desejava que os jogadores da bola regressassem o mais rapidamente possivel a Portugal e se esquecesse aquela macacada toda. Quando chegaram a` final e tiveram de defrontar os papa-r~as, apos ler o que a imprensa dos charlies dizia, torci pela selecc~ao  e dei gritos de jubilo pelo golo. Os papa-ras sao em geral uns racistas de merda e tiveram o que mereceram.

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