Mês: Fevereiro 2016 (Page 1 of 4)

The beauty in sinking ships

Proponho um bail-in através do confisco, hereditário e retroactivo ao tempo de Bava, a todos os clientes da MEO. Ou isso ou, sei lá, repudiar a existência da companhia. Ah espera, não se pode, porque é de bandeira e leva o eco dos Descobrimentos às pessoas que vivem longe. Então talvez falir.

 

 

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Primitivismo do Bloco de Esquerda

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Não é preciso ser católico praticante para avistar o primitivismo do Bloco de Esquerda (BE). Não é este o modo de celebrar a eucaristia da adopção por casais do mesmo sexo. O mau gosto, a falta de respeito e pudor, e a baixeza de nível deste modo de propaganda inscreve-se no repertório de truques rudimentares. Em plena época de clivagens entre distintas religiões na cena geopolítica, o BE abre a caixa de Pandora da bandalheira. Hoje os católicos, amanhã os muçulmanos e na semana seguinte os judeus. Mas existe uma outra dimensão que confirma uma enorme falta de sensibilidade. A Esquerda, que se autoproclama defensora dos ostracizados económica e socialmente, esquece, que grande número dos “pobre coitado” deste país, atravessando momentos de grande privação, serve-se da fé enquanto bengala para superar os obstáculos da vida. A instituição religiosa (seja ela qual for) merece essa consciência colectiva. O Bloco de Esquerda, porventura inspirado pelos cânticos de Charlie Hebdo, confirma que criativos de comunicação política não existem naquela casa. Se era para causar estardalhaço a qualquer custo, poderiam ter consultado a paternidade bombista das irmãs Mortágua. Não se brinca com a fé dos homens – mesmo não tendo Igreja, como é o meu caso.

Taxistas atropelam António Costa

 

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O governo de António Costa foi encostado ao canto por duas centenas de taxistas. Os socialistas acabam de minar mais um dos pilares da Democracia – o conceito de ordem pública. Ao ceder à chantagem da força bruta de uma classe profissional, Costa abre uma brecha grave na dimensão securitária de um país. Nunca um governo deve ceder a pressões desta natureza. Amanhã teremos os produtores de leite a derramar o seu protesto numa outra estação de serviço da economia nacional. Mas entendo o lirismo revolucionário do governo. A Esquerda, que é apologista da intervenção anárquica, nunca poderia condenar a acção daqueles que se inspiram nos seus métodos. Os portugueses ficam a saber como se marca uma reunião com o governo. A forma civilizada da tal concertação social é algo que pelos vistos não existe. Em vez de sancionar os prevaricadores, António Costa entrega um prémio àqueles que certamente perturbaram a vida de tantos outros que também enfrentam concorrência desleal ou nem por isso. É caso para começarem a questionar a capacidade deste executivo para manter a ordem na via pública. Vergonhoso.

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Geração Galamba

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 Não tenho dúvidas , nasceu uma nova expressão, ” geração galamba”. 

Do alto da tribuna com a verdade que os lugares e a arrogância lhes atribuem , a geração galamba, impõem a sua verdade , a verdade que emana da autoridade do poder da arrogância, da sua falta de humildade e até de vivências. 

São membros de uma geração que rejeita a eleição de um D. Trump, por que não faria sentido (apesar de o dito poder ser eleito em eleições livres), a sua vida urbana atribui-lhes a sabedoria , que um qualquer labrego do campo,  não pode almejar compreender. Jogam com subtileza com as palavras, de forma a que a sua verdade seja a única, pois também não admitem opiniões diferentes.

Para além de maçadores são um cansaço.

Vislumbro num futuro próximo, um insulto que possa ser : o homem ” deixe-se de galambices”

Não merecem mais texto.   

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Orçamento número 44

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Alguém pode ajudar? Estou a tentar falar com o ministro Vieira da Silva. Já liguei para o Parlamento uma série de vezes e informam-me que o senhor está a discursar e que está muito ocupado. Está a falar insistentemente sobre evasão fiscal e do delapidar de contas públicas. E também sobre solidariedade. Mas esqueceu-se de um pequeno pormenor que não deve fazer parte dos capítulos do Orçamento de Estado de 2016. Gostava de saber que medidas de controlo e sanção serão implementadas por forma a que alguém do aparelho de poder não deite a mão a dinheiro alheio? Sim, estou a pensar em José Sócrates. O herói do Simplex. O homem do Magalhães. E alegadamente o homem dos offshores e malas de euros. Gostava de saber qual o impacto orçamental dos devaneios do número 44 nos anos passados e vindouros? Ao bom estilo socialista, a memória é selectiva. Não lhes convém lembrar essa pedra no sapato. Vieira da Silva, campeão da solidariedade, não passa de um dispensador de frases-feitas, de um mero gestor de máximas socialistas completamente desfasadas da realidade. O governo em funções declama a poesia de justiça económica e social, mas não explica como vai financiar a fantasia. As contas não irão bater certo por mais que insistam na superioridade moral. Onde está o corte nas gorduras do Estado que escorreram em tantos cartazes de campanha do Partido Socialista? Como irão gerar emprego? Não explicam. Mas garantem que o crescimento económico é uma dimensão sem ligação ao emprego. Ora para isso acontecer, as contribuições fiscais têm de aumentar. E aqui reside grande parte da mentira económica e financeira que não passará em claro junto dos credores internacionais e dos eleitores. O Orçamento de Estado (OE) respeita a Constituição (?), repetem eles como se fosse uma mantra, mas esqueçem que esse “diploma” não é uma ferramenta de governação. Quanto muito será um modelo de orientação. E aqui reside mais um problema. A sua ortodoxia ideológica, fruto de calores revolucionários, tem sido o entrave, uma parte do conjunto de obstáculos à modernização de Portugal, mas também do Estado e da administração pública. O debate de apresentação e aprovação do OE não sai daquela sala. Não passa do Parlamento. Não migra para a verdadeira dimensão da realidade portuguesa. O governo, defendendo-se sem ser atacado, demonstra a sua vulnerabilidade. Nem sequer consegue liderar da retaguarda. E espelha irremediavelmente algo complexo e pertença da realidade política nacional. A ideologia, seja qual for, domina para bem e para mal. E os socialistas são particularmente dotados na expressão dessa cegueira. Chamem Sócrates que ele deve saber responder a questões de superioridade moral e ética.

O governo de oposição PSD-CDS

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O PSD e o CDS votaram contra o Orçamento de Estado (OE) de 2016, mas nem precisavam de o ter feito. Ao longo dos últimos anos da minha vida tenho vindo a aprender que por vezes nada fazer é o melhor que se pode fazer. O governo de António Costa não precisa de terceiros para cair pelas escadas abaixo. O conteúdo do OE falará por si, e revelará a seu tempo a sua inviabilidade, a sua fragilidade. A Catarina Martins irá aproveitar para extrair mais dividendos de um governo de que não quis fazer parte. Agora percebemos com ainda maior clareza que não deposita muita fé nas promessas eleitorais dos socialistas. António Costa, em vez de se concentrar nos desafios que o país enfrenta, está obcecado com o fantasma do governo anterior. O Partidos dos Animais e Natureza (PAN) bem que quis tratar da questão das touradas, mas Costa esboçou uma chicuelina, atirando para os curros a investida do seu parceiro a solo. Mas o mais grave disto tudo é que fica demonstrado o modo como o governo não consegue caminhar sozinho sem demonstrar tiques de paranóia. Afinal o PSD e o CDS têm muito mais poder na oposição do que tinham no governo. O PSD e o CDS vão chumbar o OE em Bruxelas, vão afogar as agências de rating com menções desonrosas. Vão conspirar no grupo de Bilderberg. Vão fazer macumba junto de prospectivos investidores internacionais. Vão rogar pragas aos agricultores da Beira-Baixa. Vão formar um cartel em Sines para inflacionar o preço do crude em Portugal. Vão fazer falir empresas públicas e privadas para que um terceiro resgate chegue ainda mais rapidamente. A oposição vai governar, deste modo, na sombra escura, e derrubar Portugal. O guião rectificativo da desgraça pode já ser lido na íntegra. Está escrito naquele tomo socialista sobejamente conhecido, dedicado à responsabilidade política, ao sentido de Estado e ao interesse nacional. O que está acontecer era de prever. Mas também de evitar.

Jornadas Esquerdamentares do PS: onde andam?

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O Partido Socialista (PS) entrou na fase de narcisismo (sem obra feita), como se fosse um super-homem político, um corpo eticamente inatacável, o depósito de verdade, a marca de superioridade moral na paisagem política portuguesa. Contudo, o aparelho governativo depende de terceiros. Ao reclamar o sucesso da Esquerda e a alegada coesão dos parceiros que a formam, teria sido mais credível oferecer o púlpito a Jerónimo de Sousa e a Catarina Martins – gostava de os escutar e ver passar um cheque em branco ao “seu” governo. Ou seja, as jornadas parlamentares, embora se sirvam do nome, de parlamentar pouco ou nada têm. O arranjo à Esquerda com o PCP e o BE, e baseando-nos nas suas declarações, foi a cunha perfeita para chegar a este estado de arte, ao governo. Ou seja, o PCP e o BE parecem nem sequer existir no espectro mental dos socialistas. Não estive em Vila Real (e pelos vistos António Costa também não), mas pelo que percebi, o agrupamento alfa de socialistas serviu para bater nos que já não estão no poder, quando o que deveria estar a ser perspectivado são matérias bem distintas. A saber; À luz do caos orçamental, e o consequente despite das contas exigidas em sede de contrato com credores internacionais, a probabilidade de ocorrer mais um resgate a Portugal, com natural agravamento das medidas de Austeridade. Segundo. As consequências da saída do Reino Unido da União Europeia e os seus efeitos nos países da periferia. Terceiro; a possibilidade de nova crise hipotecária nos EUA com expressão semelhante àquela registada em 2008. E ainda; a mais que certa subida acentuada do preço do crude nos mercados internacionais (50%!!!) durante o verão de 2016. A pergunta que os portugueses devem colocar é a seguinte: para que servem as jornadas parlamentares do PS? A resposta é relativamente simples: não servem para nada. Funcionam como uma moção de confiança para consumo da casa, mas na casa nem sequer estão os que contam, aqueles que pagam a conta da aprovação de decisões de governação. Ou seja, o BE e o PCP. Se fossem coerentes e verdadeiros democratas, o festival ter-se-ia chamado Jornadas Esquerdamentares. Já vimos o que está acontecer ao país dos departamentos, organismos e direcções. O PS está a plantar os seus nos mais variados postos de recompensa variável. Estão a ter alguma dificuldade em arrancar a urtiga cravada no Banco de Portugal. A tal entidade que terá de arcar com a responsabilidade pela situação calamitosa dos lesados do BES, em relação à qual os socialistas nada têm a ver. Os governos passados dos socialistas, dos seus mandatos históricos, são folhas de cálculo em branco. O PS bem que tenta limpar o seu cadastro, mas em breve terá o seu próprio momento Sócrates. Ainda se lembram daquela emissão em directo de São Bento, quando o 44 lá teve de pedir ajuda aos de fora? Pois. Vai ser mais ou menos assim. Outra vez.

PSP – Pedro Silva Pereira: caso de polícia

 

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O sósia de José Sócrates merece ser processado pela DBRS pelo teor das suas declarações: (uma) “chuva de telefonemas” para a agência de notação financeira DBRS a pressionar para que baixem o rating de Portugal e a oposição do eurodeputado José Manuel Fernandes do PSD a que o plano de investimento Juncker pudesse “apoiar as economias mais atingidas pela crise”. Sim, alguém deve ligar à agência de rating DBSR. Isto é muito grave e deve ser comunicado à entidade canadiana. Com quem julga este político de meia-tigela que está a lidar? Isto sim serve para denegrir Portugal.

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