Foto: população feliz em pleno exercício do seu direito a sorrir

 

 

Gabriel Mithá Ribeiro, hoje no Observador:

 

Não obstante a doutrinação marxista-leninista que há décadas corre em rédea solta nas salas de aula formatando a maioria sociológica de esquerda – evidentes em programas e manuais de história do 9º e 12º anos que quase não permitem que os alunos percebam que negar a dignidade e o direito à existência aos judeus (no nazismo) ou aos burgueses (no comunismo) constitui um apelo equivalente ao genocídio, sendo que os alunos são treinados para não perceber que Estaline (primeiro) e Hitler (depois) são irmãos gémeos precisamente porque o primeiro tem sido protegido pelos ideólogos d’Abril, ainda que Estaline tenha sido decisivo no derrube de um regime moderado (o “menchevique”) e se tenha transformado em figura de proa do primeiro regime brutalmente totalitário da contemporaneidade (o “bolchevique” e depois comunista) –, há quem duvide que os problemas do ensino são essencialmente ideológicos. E gerados pela ideologia tipo Frente Popular que regressou estridente ao poder em 2015. Para nossa desgraça.