Voando sobre um ninho de gatos

 

É espantoso como uma vez mais regressar à aldeia pátria estraçalha qualquer equilíbrio mental que um viandante possa ter, entretanto e longe do macaquear inane dos autóctones, conquistado.

 

Porém decidam-se, ou rimos ou carpimos. Se fizermos ambas, a coisa é capaz de partir pelo lado mais fraco. Vale a pena ler na íntegra para que não restem dúvidas de que a pirâmide dos dementes está quase elevada ao estatuto de sólido platónico.

 

Não esquecendo, claro está, que desde a depressão até ao vibrante amor materno-peludinhal vai toda uma gama de sentimentos, como a fome por genocídio.

 

Pequena selecção de comentários coligida a partir do original:

 

Conto de Fadas2 de novembro de 2015 às 15:01
Que coisa linda, tão linda, mas tão triste… nem quero imaginar a dor, agarro-me a cada um dos meus filhos patudos (é assim que lhes chamos para distinguir do filho humano) e entendo essa dor horrorosa. MUITA FORÇA.

 

MyEvoll2 de novembro de 2015 às 15:34

(…)ainda hoje choro por ela e por todos os que tentei salvar da rua, mas esta foi especial e a maior dor foi ter de autorizar para que fosse dada a injecção fatal que os põe a dormir para a eternidade até nos encontrar-mos um dia minha querida “Fofinha”.

Por isso muita força e fé que vai ter noticias dele! existe o responso de santo antonio para os animais perdidos, já o fiz para uma gata de rua e apareceu!

 

Leonor de Almeida2 de novembro de 2015 às 23:05

Li o teu texto e deu-me um aperto quando finalmente cheguei ao cartaz que criaste e percebi que é na rua ao lado da minha. Nós temos uma gata aqui em casa que já nos fez gritar na rua às 2 da manhã, também ela nada habituada à rua, quando escapa fica a parecer outro animal completamente diferente, assustada, sem responder ao nome. Acredito que lhe tenha acontecido algo do género e que tenha ficado desnorteado, sem perceber onde estava. Acredito que alguém no bairro o possa ter recolhido, existe muita gente de bom coração neste bairro, por isso insisto que voltes a espalhar a fotografia dele. Da minha parte, ficarei de olhos abertos.

 

 

 

paula3 de novembro de 2015 às 10:46
Olá mãe do benny, eu sou a Paula mãe da Mixa raça canina e do Menino raça felina, e, avó da Mary e da Gata minhas felinas adoradas <3
Minha querida, sei o que estás a sentir, ja perdi um dos meus ronrons. Meu pequenino Vitória que não resistiu a uma doença terrível, que lhe roubou a vida em poucos dias, minha querida aí desculpa também tenho o Bongo um felino preto grande matulão que adotei 😉 esse é o rei lá de casa !!!!
Linda, não é de mim que quero falar, mas, dizer-te que sei o que é essa dor , a dor de uma porta aberta e de repente …………… o nosso mundo desaba, mas, não desistas , continua a acreditar que se ele não voltar …é pq está no sofá da Dna. Conceição , e, chora , chora pq sentes a falta dele, chora pq não sabes dele, chora pq a tua dor é imensa , eu sei!!!

 

 

antónio martins3 de novembro de 2015 às 12:08
Que o universo vos reúna outra vez…boa sorte.

 

O último é o melhor de todos. 

4 Comments

  1. Dário

    É muita falta de homem, sabe? Muita falta de um rapaz que as aconchegue em casa à noite.

    • FOLEIRADA

      Bem, então? Pode ser falta de mulher, também, olhe lá, quer ser acusado de discriminação? Olhe se a Isabel Moreira, aquela XUXA que grita até com ela própria, vê o seu comentário? Preserve-se!

      • Anónimo

        Que horror! Ó Foleirada, você tem toda a razão. Nem me tinha lembrado isso. Ainda por cima a Isabel Moreira, que além de xuxa é sáfica! Só lhe falta ser anã e marreca.

  2. O CRL

    Eu expressei-lhe a minha simpatia mas ela nem sequer publicou a minha declaração.

    Aqui fica o que eu disse à Marta Rebelo expressando a minha solidariedade com o drama dela:
    “Eu percebo perfeitamente. Quando o meu Quim Bolas, a minha lagartixa, decidiu entrar na Legião Estrangeira, fiquei duas semanas sem comer. Nunca mais soube nada do meu Quim Bolas. Felizmente, candidatei-me ao Estado Islâmico, passei nos psicotécnicos e hoje sou um terrorista certificado com uma carreira florescente. Por vezes os maus momentos da vida são a porta para fases positivas. Temos de manter o espírito aberto à felicidade.”

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