(escrito a partir do telemóvel, a correr)

 

notas finais sobre as eleicoes de ontem

nao havendo em portugal partidos de direita (sao todos de esquerda, para mim, enquanto socialistas) tenho tres apontamentos a fazer:

– o sufragio permanece sob o jugo do clientelismo e da mama na teta do estado: os dois partidos do centro, distribuidores de tachos, continuam a ter um eleitorado fixo na casa dos 30%. isto eh extremamente negativo e uma vergonha para o país, uma nação de invertebrados que vendem a alma por restos

– a demografia está a exercer o seu peso. à medida que o povo envelhece, os mais motivados movimentam-se no sentido de alterar o equilibrio. é pena que o façam para o lado da esquerda-histérica do bloco, mas é melhor do que manter a podridao quieta. mariana mortágua é uma tipa inteligente, de ideologia aberrante mas que nao funciona pela mesma logica situacionista dos do centro. isso é bom.

– os media continuam a cumprir o seu papel de acefalos uteis ao status quo. como podem reportar, sem questionar, 43% de abstencao num universo de 9.400.000 eleitores, sabendo que pelo menos um milhao estao mortos, metade desse numero recem-emigrados, e quase tantos abaixo da idade legal para exercer o direito de voto? isto desafia a compreensao humana.

agora era giro cavaco içar-se a si mesmo de cabeça para baixo.