Nos tempos revolucionários de 1974 falou-se da existência de uma “maioria silenciosa”. Hoje, 41 anos depois, existe uma nova maioria silenciosa, que não tem acesso a colunas de opinião nem milita em partidos. Esta maioria silenciosa sofreu na pele as medidas de austeridade dos últimos quatro anos, mas sabe que foram necessárias para tirar o País do buraco em que se encontrava, porque já começa a sentir alguns dos efeitos da recuperação económica. Esta maioria, revelada nos números das sondagens, teme que Portugal volte para trás, para os anos de chumbo do PS no poder. Teme ainda mais um governo socialista aliado ao PCP ou ao BE. Esta maioria silenciosa recusa que Portugal se torne numa nova Grécia.
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