André Azevedo Alves, Os abusos do fisco não acontecem por acaso:
O problema em Portugal assume contornos particularmente gravosos e ofensivos dos mais básicos direitos dos cidadãos porque, como oportunamente salientou Nuno Garoupa na mesma discussão, o aperto da malha fiscal não foi acompanhado de quaisquer melhorias estruturais nos mecanismos de recurso e verificação disponíveis para salvaguardar os contribuintes relativamente a erros do fisco. A reforma dos tribunais administrativos e fiscais é uma das muitas que continua por fazer e assiste-se a uma impunidade generalizada relativamente aos erros e abusos praticados pela máquina fiscal do Estado. À excepção de uma pequena minoria com recursos e poder suficientes para defenderem adequadamente os seus interesses, a generalidade dos contribuintes encontra-se assim indefesa perante a ditadura fiscal.
O normal cidadão, está indefeso perante este esquema de extorção.
Ainda não ouvi, qualquer sindicato, falar nesta questão, estranho.
Claro, que pagando todos, pagamos mais, é que o circo, está a custar mais dinheiro.
Os estados de direito, têm destas coisas.