A direita mais radical descobriu recentemente uma filosofia da história. Como os leitores mais simples de Fukuyama, aqueles que só conhecem o nome e o título do livro, entendeu que se chegou ao “fim da história” e o “fim da história” é aquilo a que chamam “realidade”. Uma espécie de muro existente na física das sociedades e das nações contra o qual se vai inevitavelmente quando se abandona o caminho da “austeridade” e se encontra a TINA, o “there is no alternative”. Uma lei a modos que como a lei da gravidade.
A direita radical e a “realidade”
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A direita “radical” defende os seus interesses e as suas ideias. Não tem de defender a ideologia de esquerda, porque para isso já basta quase todo o regime. O que Pacheco Pereira devia de pensar é o que (ainda) está a fazer no PSD, dado que este é um partido de centro-direita. Pacheco Pereira aderiu ao PSD por interesse, não por convicção. Os seus interesses estão na esquerda, as suas relações estão na esquerda, e já nem tem pejo em fazer campanha por António Costa, portanto quem está a mais não é a direita “radical”, é ele no PSD. Por isso ele que junte ao PS e leve a Ferreira Leite e os outros socialistas todos que ainda sobram no centro-direita.