Segundo notícia da Bloomberg, vários países, entre os quais Portugal, estão a ultimar planos de contingência para o Grexit.
De acordo com Passos, Portugal tem os cofres cheios para resistir às turbulências do mercado até final do ano.
Até final do ano faltam 6 meses. Maria Luís disse que os cofres continham 18 mil milhoes de euro, com o BCE por fiel depositário, à bela taxa negativa de -0.10% anualizados.
Ora 18/6=3, ou seja, o Estado queima 3 mil milhoes por mês para manter-se nesta condição de vida latente em que semana sim, semana não, é preciso ir contrair mais dívida – e os juros, bom, não será necessário vir Mário Soares invocar a fúria lancinante de Obama para sabermos que os malvados especuladores enviarão os juros, de forma injusta, soez, vil, e ultrafascista para valores de proporções bíblicas.
E porquê? Porque somos todos a Grécia. Foi com base nisto que eclodiu o projecto Europeu.
Uma curiosidade: em 2012 o “burn rate” do Estado, ou este montante que agora ronda 3 mil milhões, ficava abaixo dos 2.5 mil milhões; isto é, pode haver dinheiro nos cofres, mas desbaratou-se a “pipa de massa” (um Duranismo que há-de ficar) inicial, mais aquilo que não sabemos, e agora além de o Estado gastar mais, já só há cash para seis meses.
Continuemos a falar de Jorge Jesus.
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