Acho estranho um país, ou território, que se abespinha por fetiches neolíticos como quem segue a sombra, ou espectro, de um vulto heroificado por nada mais do que a paródia pública de falar pelos pés ou encabeçar uma falange de cepos pagos a soldos régios pelo adiar efémero da Bastilha à moda do Intendente.
Custa-me a urina quando a verto tolhido pelos ecos do almoço degustado, meio deglutido, ora empurrado sob a égide de um sol cão que sobretudo nutre e acalenta essa mesma estranheza, a maralha que sufraga a desgraça constante.
Não acho nada bizarro nem muito menos alarmante içar uma bandeira de pernas para o ar; ou queimá-la, sobre carvões biológicos, daqueles que até cães biológicos vestidos com pullovers biológicos e calçados com havaianas biológicas , ou sobre carvonas biológicas, daquelas que até cadelas biológicas vestidas com pulloveras biológicas e calçadas com havaianos biológicos, poderiam usufruir pelo amor à atmosfera que Obama redimiu das mãos do capitalismo neo-aquecedor.
O que eu queria mesmo ver, e que isso sim, seria heterodoxo e garboso, era um político, daqueles da classe política, um pulha dos que pagam aos fedelhos de cueiros mal coçados e a cheirar a sabão made in junta de freguesia, erguido de maneira apensa a uma estaca de pinho, bem rectificado na ortogonal da superfície iso-normalizada conforme publicação nos diários da indústria porcina que mantém esta merda a rolar, aos gritos, aos uivos, para servir de exemplo aos demais.
Isso sim, valer-me-ia o dia, a semana e o mês. Quem sabe não ocorre quando menos se espera. Os psicopatas até já formam movimentos partidarizados com assinaturas quantas bastem para ir a concurso. Mais cedo andaria um porco de bicicleta. Jesus falou disto.
A malta é que entretanto subverteu o significado.
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