Daniel Oliveira publica um artigo no Expresso sobre as relações entre pais e filhos, ao lê-lo senti que era um tema actual. Não concordo nem discordo tenho uma opinião diferente.
Talvez a chave dos problemas desta geração passe por aqui. Pais e filhos e filhos e pais.
Até aos anos 80 em Portugal o que vigorava era uma relação de respeito entre Pais e Filhos. “filho és pai serás , assim como fizeres, assim receberas” o normal era um respeito biunívoco. O Pai vestia a pele de Protector, polícia, professor e educador. Amava com a distância normal de Pai para Filho.
Afinal os filhos não são, nem poderão nunca, ser os nossos melhores amigos. Eles têm um estatuto diferente ; o importantíssimo estatuto de Filhos.
Em contrapartida os Pais eram respeitados porque para além de se darem ao respeito eram geralmente um exemplo para os filhos. (não me lembro de ter ouvido uma única vez o meu pai praguejar a minha frente)
20 anos mais tarde no inicio do século XXI surge a geração dos filhos que fruto da largueza económica e do consumo desenfreado são conhecidos como os “Meninos Deuses” , transversais a todas as classes sociais são o produto de uma sociedade que se perdeu, que caminha sem rumo.
O normal passou a ser o Pai, respeitar e venerar o filho que, o não respeita, que acha que o que os pais fazem é sempre pouco. Os filhos que se “enervam” porque não há refrigerantes , os filhos a quem os país vão servir ao quarto porque não se dignam estar a mesa com a família, os filhos que querem Vans ou outra porcaria semelhante.Os filhos que aos dezoito anos ainda vão para a escola com os paizinhos (e sempre atrasados, pois o mundo tem que esperar por eles, afinal são Deuses)
Os exemplos são dramáticos:
Filhos que batem nos pais ou que se viram a eles
Filhos que abandonam os pais em lares e outras instituições com nomes falsos e desaparecem
Filhos que exigem playstations, motas, roupa de marca , etc .
Filhos que só têm direitos e nenhumas obrigações.
Filhos que decidem se falam aos pais ou não em função da satisfação de caprichos.
Dir-me-ão mas acha que são todos assim?
Há evidentemente excepções mas a realidade é muito má.
Quando se transpõem para a escola é a geração que bate nos professores, professores esses que em grande parte não conseguem impor o respeito porque já pertencem a chamada geração rasca.
Como a loucura comunista do pós 25/4 esta factura terá um preço. Que será pago por eles próprios porque ao serem Pequenos Deuses acham que não se devem reproduzir para não repartir os rendimentos com filhos (ou estragar o corpo), logo , não terão quem olhe por eles na velhice.
Esqueceram algo fundamental, ser velho é apenas uma fase que começa na infância e eles vão acabar, como meninos velhos, que nunca foram homens mas aspiraram ser Deuses.
Pobres Meninos Deuses.
Deixe um comentário
Tem de iniciar a sessão para publicar um comentário.