Pedro Afonso, A idolatria absurda das 40 horas de trabalho semanal:
Esta medida constitui um erro político pelas razões que passarei a expor. Em primeiro lugar, subsiste, em muitos políticos e empresários, a crença errada de que presença prolongada no local de trabalho é sinónimo de maior produtividade e compromisso laboral. Esta ideia é falsa. A produtividade cai inevitavelmente com o cansaço, pois a nossa capacidade de concentração é limitada e o nosso organismo não é propriamente uma máquina que se programa de acordo com as conveniências. Além disso, quando se insiste em prolongar demasiado as horas de trabalho, os erros aumentam e o preço a pagar na nossa saúde é elevado.
Já deixei um comentário no Wolf e na sua panelinha de pressão, isto para poder ter uma ideia de que, o que vou dizer tem as suas razões. Antes do 25 de Abril, para eu poder estudar, o meu pai tinha dois empregos, a minha mãe um e o meu avô três e, mesmo assim, tive a sorte de ter acontecido o 25 de Abril pois isto de poder entrar na Universidade sem que na família houvesse um Sr Dr ou um Sr Eng. já podia ser um entrave. Com o tempo fui observando os horários a reduzir e, com a minha idade actual 57 já muita gente estava reformada há que tempos, ora como escolhi o caminho mais difícil, tive de fechar a minha firma durante a crise que não tive culpa e, como tal, nem sequer tive sub. de desemprego, continuo a ter que labutar e ainda pagar por todo o esforço extra. Toda esta conversa para quê? Porque não há nada como amolecer os povos, 1º dão o impossível, habituam-nos a ser revolucionários de sofá e depois é fácil… como roubar chupas da mão de crianças. lol Há tanta coisa mais prioritária para reclamar!