Se há coisa que o tacticismo e a qualidade dos até agora alegados candidatos a Belém, à esquerda e à direita, podem fazer, é permitir a muita gente compreender a superioridade da monarquia na selecção do Chefe de Estado. É que, atendendo aos tempos que vivemos, na verdade, Cavaco Silva até tem razão quando afirma que o próximo Presidente da República deve ter experiência em política externa, e entre Henrique Neto e Sampaio da Nóvoa, ou Santana Lopes e Marcelo Rebelo de Sousa, aquela não abunda – bem pelo contrário. Na impossibilidade de termos um rei, sempre ficávamos melhor servidos com Paulo Portas, Durão Barroso, António Guterres ou António Vitorino.
Das presidenciais
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um presidente com diamantes?
uma nódoa hereditária
ou uma nódoa austeritária ?
falta
Experiência em «política externa»…! Em «política» e ainda por cima «externa». Fantástico!… E que tal, só para variar, se aparecessem vários candidatos que tivessem apenas «experiência de trabalhar», em vez de «experiência de esfolar o erário público na política – seja ela interna ou externa»? Já há um. Será que aparece um segundo, pelo menos, do mesmo nível?