O governo de coligação que nos rege e que tem gozado sempre da proteção do Presidente da República, Cavaco Silva, tem estado completamente paralisado e sem norte nos últimos meses.
Especulação. Não tem provas de nada. Como pode acusar assim vaidosamente altas figuras da Nação? Porquê e até quando?
Compreende-se que assim seja porque Portugal está completamente arruinado. Muitos dos nossos melhores cérebros emigraram e os que restam e têm a coragem de dizer a verdade não são ouvidos e têm os seus telefones controlados.
O meu telefone está sob escuta? Podia ter dito antes, poupava-me a essa dúvida. O resto eu já sabia.
Há hoje em Portugal determinadas polícias que fazem lembrar a antiga PIDE…
Nisto tem toda a razão. Foi o firme recluso 44 quem melhor as dotou.
Entre os jornalistas que são ou foram independentes há vários que perderam os seus lugares e outros infelizmente – a vida é dura – adaptaram-se…
São as estilhas da opressão do Huno e dos outros nórdicos. Não basta pagarem-nos as multas por excesso de velocidade, ainda incutem o medo nessa corporação neutral e objectiva que são os jornalistas, ao ponto de, pobres diabos, terem que adaptar-se de quatro em quatro anos. Ou quando a firmeza e a amizade assim o ditarem.
Há uma ministra que tem obviamente categoria, Maria Luís Albuquerque. Mas obedece sempre ao primeiro-ministro.
Há uma pessoa que tem categoria, mas que me obedece. É a minha empregada doméstica. A vida é dura.
O mais importante é que em três anos o atual governo destruiu Portugal sem mostrar ter a mínima visão que seja de patriotismo. Vendeu Portugal aos chineses e agora, no caso da PT, nada fez para evitar que fosse comprada por uma empresa francesa, quando Isabel dos Santos, filha do presidente de Angola, portanto uma lusófona, foi impedida, sabe-se lá porquê, de comprar a PT.
O Doutor saberá que a PT já não vende só telefones, correcto? As pessoas agora lêem, falam, escrevem e até se televisionam em várias línguas. Mas não era o Senhor que dizia há uns anos que é preciso apertar o cinto, leia-se vender o que temos, para mantermos o país a funcionar? E não importa que Angola seja terreno fecundo para o totalitarismo, a corrupção, e as avarias em aeronaves?
Falta, por último, vender a TAP, tão importante para Portugal e para todos os países lusófonos. É um governo que não tem sentido de patriotismo nem da importância da lusofonia. Pior, é, como se tem visto, antipatriótico.
Ah, cá está. Mas podemos vendê-la a Angola? São lusófonos e já deram provas de saber lidar com acidentes de aviação.
E por isso tem vindo a destruir, sem hesitação, este pobre Portugal. Nunca houve um governo no passado, mesmo na ditadura, que tivesse procedido assim.
Veremos como, depois de lhe ter pago tantos juros, vai ter dinheiro para pagar o que ainda deve à troika… Vai ser dramático…
Onde estava o senhor entre 1977 e 1984?
É dramático. Este governo, nem na ditadura. Nem em Timor! ai Timor timur Lorosae se os outros calam Lorosae timor. Sobre os telefones, fico então com a certeza de estar a ser escutado, mas pronto. Quando se é um grande cérebro corre-se esse risco. A TAP, entretanto, pode ser vendida à Grécia, por exemplo. Com o Syriza no poder já não há problema. É como se estivesse nacionalizada.
Pergunta errada, Fernando: “onde estava o senhor em 1970, 1973, 1975?”
Louvo-lhe a paciência e o trabalho a que se dá para aturar esse dinossauro M.S .)!
Eu por mim desprezo-o tanto que já não o posso ouvir ou ver. Espero ansiosamente que a natureza cumpra o seu dever: um meteoro haverá que o extinguirá, a ele e a toda a espécie , que é dominante: a imprensa venera-o porque, seguramente, é livre!