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É um texto manifestamente exagerado – como, de resto, é próprio dos fundamentalistas que se reclamam de Mises e Hayek, como dantes outros se reclamavam de Marx e Lenine… – que lhe retira a razão que doutro modo até lhe assistiria, pois o seu autor não tem o direito de retratar todos os portugueses como potenciais ladrões e vigaristas desprovidos de valores, a menos que conheça cada um e todos eles ao mesmo tempo, o que não é certamente o caso, pois a mim, que sou português, não me conhece, mau-grado o apelido comum. E eu, como muitos outros concidadãos educados em moldes idênticos, esforço-me por pautar o meu quotidano por um conjunto de valores morais directamente radicados no Decálogo e, como tal, não aceito as generalizações ofensivas de Ricardo Lima. Ah, e quase que me esquecia de dizer: nunca votei Sócrates, nem nunca votei socialista.