Lição de hoje: “viver acima das suas possibilidades”, aplicado a um país, é quando um autarca dispende 300 mil euros em luzes de Natal.
Por elas serem dispensáveis? Nao. Por três motivos.
Porque a ostentação com dinheiros públicos numa província intervencionada devia ser crime, e aqui há ostentação, uma vez que o mesmo efeito de celebração e alegria seria facilmente atingido com alguma, apenas alguma, parcimónia.
Porque ainda que tivessem, forçosamente, de ser instaladas as mesmas luzes, SERIAM MAIS BARATAS na Alemanha ou em França, países cujos níveis de vida (salariais, cuidados de saúde, gasolina, energia, etc.) são incomparavelmente melhores que os de Portugal, uma paróquia armada em diocese.
Porque o autarca em questão é candidato a um cargo mais alto do que o correntemente ocupado.
É isto “viver acima das suas possibilidades”. Estoirar este dinheiro, na crença de que somos Europeus, por termos podido inchar a crédito para cobrir a diferença (galopantemente maior do que o produto do trabalho) na qualidade de vida que nos mostraram, quais alemães de Leste quando o muro caíu.
Não somos, nunca fomos e se Deus quiser, nunca seremos. Só é pena que tarde tanto a findar a ilusão. Dura até acabar o dinheiro, a paciência ou a vida de quem a paga.
E não devem ser só 300 mil.
Apostaria no costumeiro deslize de 100%.