Hoje, dia de S. João Crisóstomo Arcebispo de Constantinopla (calendário hagiológico ortodoxo) é também dia de os enfermeiros, classe oprimida do povo cuja escolha profissional lhes foi imposta pela pressão austeritária – ao contrário de alfaiates, padeiros, mecânicos, e explicadores de Física, que são todos uns capitalistas ultra-liberais, pugnarem pela libertação por via de uma greve. Que estejamos a meio do maior surto de Legionella do Mundo, com gente morta e em cuidados intensivos, é menos de zero na escala da animalidade umbilical por onde se regem certas manadas. 

 

Soubemos ainda, de acordo com notícia veiculada pelo “i” de ontem, que (cito) “o Fisco abre a caça ao IMI pondo no terreno fiscais em busca de prédios devolutos”. Parece ser assim oficial que o acto venatório, para o Fisco, não só transvasa os clássicos e obsoletos Reinos da Natureza – animal, vegetal, e mineral – como dispensa e ignora a consulta do edital cinegético afixado pela AFN em todas as Juntas de Freguesia, essas singularidades de onde nem a luz escapa e nada se sabe acerca do que fazem. Uns são sobrinhos, outros só os fazem se quiserem. 

 

De resto parece haver pouco a assinalar no burgo, contrariamente aos Antípodas, onde um grupo de juízes Timorenses (haverá um gentílico para Loro Sae? Loroçaenses?) está barricado numa casa, segundo avança o Expresso, por terem feito a coisa certa. Portugal não precisa de diáspora, a sua marca vive bem presente em todo o Globo.